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Esporte Entenda

Clube nordestino recebe mais de R$ 80 milhões da CBF por acesso perdido à Série A

Agora, o clube aguarda abatimento de dívidas e planeja investir em estrutura e elenco

20/12/2025 15h15
Por: Luana Velloso Fonte: Correio24horas
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Depois de anos de disputa judicial, o Icasa confirmou o recebimento de parte da indenização relacionada ao acesso que não aconteceu à Série A do Campeonato Brasileiro de 2014. Segundo o presidente do clube, Celso Pontes, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) depositou R$ 80,9 milhões em uma conta judicial vinculada ao processo.

O valor, no entanto, ainda não está totalmente à disposição do clube. Isso porque a quantia ficará sujeita ao desconto automático de todas as dívidas que o Icasa possui em ações na Justiça. A diretoria informou que, até o momento, não há definição sobre quanto será efetivamente retido.

De acordo com o alvará expedido pela Justiça, a indenização total fixada chega a R$ 84,3 milhões. Desse montante, R$ 75 milhões são destinados ao Icasa, enquanto o restante será utilizado para o pagamento dos honorários advocatícios.

Após a compensação das pendências judiciais, o clube pretende direcionar os recursos remanescentes para a modernização do Praxedão, centro de treinamento do Verdão do Cariri, além da montagem do elenco que disputará a Série B do Campeonato Cearense na próxima temporada. O Icasa não atua na primeira divisão estadual desde 2022.

Entenda o caso

A indenização tem origem em um episódio ocorrido na Série B do Brasileirão de 2013. Na ocasião, o jogador Luan Niezdzielski, do Figueirense, foi escalado de forma irregular em uma partida contra o América-MG, mesmo estando suspenso. O Icasa terminou a competição apenas um ponto atrás do clube catarinense, que ficou em quarto e garantiu o acesso para a Série A em 2014.

O Icasa recorreu à Justiça Desportiva pedindo a perda de pontos do Figueirense. Posteriormente, a própria CBF reconheceu o erro que resultaria na retirada de pontos do time de Santa Catarina e, consequentemente, no acesso do clube cearense.

Apesar disso, a entidade recorreu da decisão judicial, o que prolongou a disputa e atrasou o pagamento da indenização por mais de dez anos.

 

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