Política em Foco Controle Externo
TCU determina inspeção técnica em documentos do Banco Master no Banco Central
Análise será feita por técnicos do tribunal durante o recesso e envolve documentos citados em relatório enviado pelo BC
02/01/2026 20h29
Por: Luana Velloso Fonte: G1
Foto: Divulgação/Banco Master

O presidente do Tribunal de Contas da União, TCU, ministro Vital do Rêgo Filho, determinou nesta sexta-feira (2) a realização de uma inspeção técnica em documentos relacionados ao Banco Master que estão sob a guarda do Banco Central. A medida atende a pedido dos próprios técnicos do tribunal e será executada neste início de janeiro, mesmo com o TCU em recesso.

Segundo o presidente do TCU, os técnicos irão ao Banco Central para analisar os documentos citados no relatório encaminhado pela autoridade monetária ao tribunal. O material não pôde ser anexado ao processo por questões de sigilo. “Os técnicos vão preparar um relatório da inspeção para ser entregue ao ministro Jonathan de Jesus, responsável pelo caso Master dentro do TCU. Eles irão até o BC analisar os documentos, que não podiam ser anexados ao relatório encaminhado pelo banco”, disse Vital do Rêgo.

A inspeção foi solicitada pelos técnicos do tribunal, que pretendem acessar os documentos utilizados na elaboração do relatório do Banco Central sobre o histórico do Banco Master, incluindo o início da fiscalização, a identificação de problemas econômicos, a descoberta de fraudes, negociações de eventual venda e a liquidação da instituição. “A minha determinação para a área técnica, que segue trabalhando, foi dada nesta sexta-feira”, acrescentou o presidente do TCU.

Como os documentos não podem ser retirados do Banco Central, em razão do sigilo, a análise será realizada nas dependências da própria autoridade monetária. O ministro Jonathan de Jesus acolheu pedido do Ministério Público junto ao TCU e da liderança da minoria na Câmara dos Deputados e solicitou esclarecimentos ao Banco Central sobre os motivos da liquidação do Banco Master, classificada por ele como “precipitada”.

No relatório enviado ao TCU, o Banco Central apresenta o histórico do caso, desde os alertas sobre a captação considerada agressiva de CDBs, com taxas de rendimento de 140% acima do CDI, até a decisão pela liquidação do banco, motivada pelo esgotamento das condições financeiras para honrar compromissos.