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Trump afirma que EUA vão administrar a Venezuela de forma interina após captura de Maduro

Presidente dos Estados Unidos anuncia entrada de petroleiras norte-americanas no país e cita ampliação do domínio no Hemisfério Ocidental

03/01/2026 15h06
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
 Crédito: Reprodução
Crédito: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que os EUA vão administrar a Venezuela de forma interina após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Em pronunciamento, Trump anunciou a entrada de petroleiras norte-americanas na indústria petrolífera do país e declarou que pretende ampliar o domínio dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental.

Segundo Trump, os EUA vão assumir o governo venezuelano por meio de um grupo que será designado até que ocorra uma transição de poder, sem detalhar como ou quando o processo será concluído. “Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, declarou.

O presidente norte-americano disse que María Corina Machado não fará parte do novo governo e afirmou que a oposicionista “não tem apoio interno nem respeito”. Trump declarou ainda que o secretário de Estado, Marco Rubio, mantém diálogo com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que estaria disposta a colaborar.

No mesmo pronunciamento, Trump invocou a Doutrina Monroe e afirmou que “o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado”. Ele anunciou também que petroleiras dos Estados Unidos começarão a atuar na Venezuela. “Vamos fazer o petróleo fluir”, disse, ao afirmar que empresas norte-americanas vão investir bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura petrolífera do país.

Trump informou que Nicolás Maduro e a esposa foram capturados em Caracas durante uma operação militar conduzida pelas Forças Armadas dos EUA e levados a Nova York em um navio de guerra. Segundo o presidente, a Justiça norte-americana decidirá onde Maduro ficará preso enquanto aguarda julgamento. Questionado sobre a comunicação prévia ao Congresso, Trump disse que os parlamentares foram informados após a operação para evitar vazamentos.

O presidente afirmou ainda que novas ofensivas não estão descartadas e disse não ter receio de enviar tropas à Venezuela. De acordo com Trump, a operação de captura de Maduro durou 47 segundos e representou a maior ação militar dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial.

Após o início da ofensiva, o governo da Venezuela declarou estado de Comoção Exterior, acusou os EUA de agressão imperialista e afirmou que a operação teria como objetivo tomar recursos estratégicos, especialmente petróleo e minerais. Explosões foram registradas em Caracas, com relatos de aeronaves em baixa altitude, interrupção no fornecimento de energia e danos em áreas próximas à base aérea de La Carlota.

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