O Flamengo anunciou, nesta segunda-feira (5), o encerramento das atividades das equipes de canoagem e de remo paralímpico e a dispensa dos atletas vinculados às modalidades. A decisão, classificada pelo clube como estratégica, inclui a saída do canoísta Isaquias Queiroz, dono de cinco medalhas olímpicas, além de outros integrantes das equipes. As informações foram divulgadas em nota oficial.
Além de Isaquias Queiroz, deixam a canoagem do Flamengo os atletas Gabriel Assunção, Mateus dos Santos, Valdenice do Nascimento e Roberto Maehler. No remo paralímpico, único esporte paralímpico mantido pelo clube até então, a equipe era formada por Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos de Oliveira e Valdenir Junior.
Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o custo mensal do remo paralímpico para o Flamengo era de cerca de R$ 10 mil. Assim como ocorreu com o pararemo, a canoagem também foi extinta. Isaquias Queiroz defendeu o clube por sete anos e soma cinco medalhas olímpicas, prata no C1 1000m em Paris 2024, ouro no C1 1000m em Tóquio, além de duas pratas no C1 1000m e no C2 1000m e um bronze no C1 200m, conquistados na Rio 2016.
Na nota divulgada, o Flamengo informou que a decisão foi tomada após uma "avaliação estratégica alinhada às premissas que norteiam o esporte olímpico" do clube. O texto aponta que Isaquias Queiroz, Gabriel Assunção, Mateus dos Santos e Valdenice do Nascimento não residem nem treinam no Rio de Janeiro, fator que, segundo a avaliação interna, inviabiliza a consolidação de um trabalho de base e a formação de novos talentos. Até o momento, os atletas não se pronunciaram publicamente sobre o encerramento dos vínculos.
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