Camaçari Reativação
FAFEN-BA retoma produção de fertilizantes e gera empregos diretos em Camaçari
Planta entrou em fase de comissionamento e expectativa é de produção plena de ureia até o fim de janeiro
13/01/2026 21h33 Atualizada há 6 meses atrás
Por: Luana Velloso Fonte: Bahia Notícias
Foto: Divulgação / Petrobras

A Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (FAFEN-BA) retomou as operações no polo industrial de Camaçari, após a conclusão das manutenções realizadas no mês passado. A unidade entrou em fase de comissionamento de partida no início deste ano, com previsão de que a produção de ureia seja plenamente estabelecida até o final de janeiro, impactando diretamente o mercado de trabalho da Região Metropolitana de Salvador.

A reativação da FAFEN-BA integra um investimento inicial de R$ 76 milhões, distribuído entre as unidades da Bahia e de Sergipe. Com o retorno das atividades, as duas plantas passam a gerar 1.350 empregos diretos e mais de 4.000 postos indiretos, movimentando a cadeia de serviços na Região Metropolitana de Salvador e no estado de Sergipe.

Além da unidade localizada em Camaçari, a operação baiana contempla os Terminais Marítimos de Amônia e Ureia, situados no Porto de Aratu, em Candeias. A estrutura logística é utilizada para o escoamento da produção e para o abastecimento do agronegócio e de setores industriais.

Com a retomada das fábricas do Nordeste e da planta de Araucária, no Paraná, a Petrobras passará a suprir 20% da demanda nacional de ureia. Atualmente, o Brasil depende majoritariamente da importação do insumo. “Com a retomada da produção nacional, ampliamos a oferta do insumo no mercado interno e reduzimos a dependência externa”, afirmou William França, diretor de Processos Industriais da Petrobras. Segundo ele, o uso do gás natural como matéria-prima agrega valor à produção da companhia e fortalece a segurança alimentar.

A unidade baiana terá capacidade de produzir 1.300 toneladas de ureia por dia, o equivalente a 5% do mercado nacional, além de amônia e ARLA 32. A ureia é utilizada como fertilizante e na alimentação animal. O ARLA 32 é empregado na redução de emissões em veículos pesados. A produção também atende setores como os de tintas, têxtil e papel e celulose.