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Construção de beach club milionário da família Vorcaro é barrada na Bahia

Imóvel no sul estado tem terreno de 6 mil m², mas está inserido em conjunto arquitetônico tombado em 1974

26/01/2026 12h06
Por: Redação Fonte: A Tarde
Reprodução/ A Tarde
Reprodução/ A Tarde

A família Vorcaro — da qual pertence o fundador do Banco Master, Daniel — sofreu um novo revés, na semana passada, após um "beach club" que está sendo erguido pela Milo Investimentos,em Arraial D'Ajuda, distrito de Porto Seguro (sul da Bahia), ter a obra embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

De acordo com o jornal O Globo, a "Milo" tem como diretores Henrique Moura Vorcaro e sua filha, Natalia Bueno Vorcaro Zettel que são, respectivamente, pai e irmã do ex-banqueiro.

Ela tem como atividades a compra e venda de imóveis próprios, conforme consta em seu cadastro nacional de pessoa jurídica. Também é uma holding de instituições não financeiras. Sua sede fica na cidade de Nova Lima, em Minas Gerais. O capital social da empresa é de R$ 15 milhões.

Área tombada

O imóvel está localizado na praia de Araçaípe e possui um terreno de 6 mil metros quadrados. No entanto, o espaço está inserido no conjunto arquitetônico e paisagístico de Porto Seguro, tombado em 1974, o que exige autorização prévia do Iphan para qualquer intervenção. O auto de infração foi emitido no último dia 21.

O terreno onde o empreendimento está sendo construído, segundo imobiliárias locais, pode valer entre R$ 10 milhões e chegar até R$ 30 milhões, dependendo da localização.

À publicação carioca, o órgão — que tem como função zelar pelo patrimônio histórico do país — informou que antes de iniciar qualquer obra, o "interessado" deveria obter, além da autorização do órgão, as licenças municipais, licenças ambientais e autorização da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), considerando que parte do imóvel está situado em terreno da Marinha.

Intervenções não estavam previstas

Em julho de 2024, a Milo Investimentos recebeu uma "licença de reforma", por parte da Prefeitura de Porto Seguro, autorizando o grupo a fazer apenas uma reforma em um antigo imóvel que há no local.

Conforme o documento, as intervenções previam troca de telhado, piso, esquadrias da casa, além de reforma das instalações hidráulicas e elétricas.

No entanto, os fiscais do Iphan, em duas vistorias, encontraram novas edificações e a construção de uma piscina, intervenções diferentes das que constam no documento emitido pela gestão municipal.

A denúncia sobre a obra irregular, também segundo o jornal O Globo, foi feita pelo ativista ambiental Tadeu Prosdocimi.

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