O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (28), manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, na primeira reunião de 2026. A decisão foi acompanhada da revisão para baixo da projeção de inflação para o próximo ano, indicando leve melhora no cenário de longo prazo.
No comunicado divulgado após a reunião, o Banco Central revisou a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, de 2026. A projeção, que em dezembro estava em 3,5%, foi reduzida em 0,1 ponto percentual, passando para 3,4%.
Segundo o Copom, os dados mais recentes apontam sinais de arrefecimento da inflação cheia e das medidas subjacentes, que desconsideram itens mais voláteis. Ainda assim, o colegiado ressaltou que os níveis de preços permanecem acima da meta estabelecida.
O Comitê avaliou que o ambiente econômico segue marcado por riscos considerados mais elevados do que o usual. Entre os fatores de pressão inflacionária, o Banco Central destacou a resiliência da inflação de serviços e a possibilidade de desancoragem das expectativas por um período prolongado.
O comunicado também citou a atenção à combinação de políticas econômicas que possam manter o câmbio depreciado, elevando custos e pressionando os preços. Por outro lado, o Copom apontou riscos de baixa, como uma desaceleração mais intensa da economia brasileira ou global e uma eventual queda nos preços internacionais das commodities.