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Governador admite novo circuito no Carnaval de Salvador e diz que espaços tradicionais ficaram pequenos
Jerônimo Rodrigues afirmou que a decisão cabe à prefeitura e defendeu solução que preserve trabalhadores e a economia da festa
02/02/2026 20h01
Por: Luana Velloso
Foto: Clara Pessoa | Ag. A TARDE

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), admitiu nesta segunda-feira (2) a possibilidade de criação de um novo circuito para o Carnaval de Salvador, diante da lotação do Campo Grande e da Barra, durante declaração à imprensa feita na festa de Iemanjá, no bairro do Rio Vermelho, na capital baiana.

Ao tratar da superlotação dos espaços tradicionais da folia, o chefe do Executivo estadual afirmou que o crescimento do Carnaval exige novas alternativas. Segundo ele, a expansão do evento ocorreu de forma natural ao longo dos anos, saindo do Campo Grande em direção à Orla, que também passou a apresentar limitações.

“Nós sempre nos pronunciamos que a cidade de Salvador ficou pequena para isso, é uma coisa boa isso. O Campo Grande ficou pequeno, o carnaval foi se dirigindo para a Orla, agora a Orla também, e às vezes é transtorno”, disse Jerônimo durante a coletiva.

O governador ressaltou que a definição de um eventual novo circuito é atribuição da prefeitura de Salvador, mas afirmou confiar em uma solução que atenda à população e aos setores que dependem economicamente da festa. Ele destacou a necessidade de preservar as atividades de ambulantes, catadores e empreendimentos ligados ao turismo.

“Mas eu tenho a certeza que aonde a gente detectar que a gente possa levar o carnaval, Salvador vai acolher bem. A expectativa nossa é que a gente possa garantir negócios de ambulantes, não prejudicar a vida dos catadores, dos empreendimentos de hotéis, de restaurantes, de bares”, afirmou.

Jerônimo também mencionou sua passagem pelo Carnaval de Juazeiro, no norte do estado, ao comentar os impactos do evento para moradores de áreas próximas aos circuitos. Para ele, o barulho contínuo durante os dias de festa é um fator que precisa ser considerado no planejamento.

“Essa semana em Juazeiro eu vi, fiquei no hotel, no circuito. Você imagina quem mora ali os quatro, cinco dias de um carnaval. É duro, é difícil”, declarou.