O vereador de Dias d’Ávila, Marant Azevedo (Republicanos), comentou publicamente a cassação do mandato da ex-vereadora Maria Imperatriz (PSD) e revelou que foi alvo de uma denúncia anônima durante a campanha eleitoral de 2024. A declaração foi feita durante entrevista ao programa É do Povo, nesta quinta-feira (5).
Segundo Marant, a denúncia teria sido feita por um assessor da então vereadora, que o teria seguido de forma discreta durante uma caminhada de campanha, registrando fotos e vídeos. O material, conforme relatado, teria sido usado para denunciá-lo por suposta compra de votos por meio do aplicativo Pardal, ferramenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) destinada ao registro de irregularidades eleitorais.
O parlamentar afirmou que a acusação foi feita de forma anônima e que o caso poderia ter comprometido sua candidatura. No entanto, ressaltou que apresentou defesa e conseguiu comprovar a inexistência de irregularidades, dando continuidade à campanha até ser eleito. “Tentaram me prejudicar, mas meu advogado apresentou a defesa, mostrou a verdade e eu segui minha campanha normalmente”, afirmou.
Marant também explicou o funcionamento do aplicativo Pardal, destacando que se trata de um canal aberto a qualquer cidadão para denúncias relacionadas a crimes eleitorais, como compra de votos, uso da máquina pública e propaganda irregular, cuja apuração cabe ao Ministério Público Eleitoral.
Durante a entrevista, o vereador declarou ainda que foi o autor da denúncia que resultou na inelegibilidade da ex-vereadora Maria Imperatriz, de outras ex-candidatas do PSD e do dirigente partidário Geraldo Requião, ex-vice-prefeito e presidente municipal da legenda, por fraude à cota de gênero nas eleições proporcionais de 2024. Segundo ele, a denúncia foi feita de forma oficial, com identificação completa nos autos do processo.