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Crescimento de Elinaldo acende alerta no governo Caetano e base pode sofrer baixas
Articulações de bastidores, tensão interna e avanço da oposição movimentam o cenário político em Camaçari
20/02/2026 19h36
Por: Gabriel Seixas Fonte: Mais Região
Arte Mais Região (IA)

Com pouco mais de um ano de gestão, o prefeito Luiz Caetano (PT) enfrenta dificuldades para consolidar maioria na Câmara de Camaçari. Desde o segundo turno de 2024, interlocutores da oposição relataram ao Mais Região que o governo intensificou articulações com vereadores independentes oferecendo espaços estratégicos na administração municipal.

Segundo relatos de bastidores, o petista teria lançado mão de uma estratégia de convencimento fortemente ancorada no peso financeiro, incluindo a máquina pública. As investidas envolveriam cargos de remuneração elevada e influência sobre estruturas com significativa capacidade orçamentária. Nos corredores da Câmara, a leitura é de que o Executivo apostou na força financeira da gestão para recompor sua base, movimento que, até aqui, não teria surtido o efeito esperado.

Paralelamente, o crescimento da pré-campanha do ex-prefeito Elinaldo Araújo (União) para deputado estadual reacendeu articulações no município. Desde dezembro, segundo informações apuradas pelo Mais Região, ele tem dialogado com vereadores da base governista para fortalecer a oposição. Nomes como João Dão (PSB), Wagner Bispo (PSB), Dentinho (PT), Dilson Magalhães (PP), Sales Brito (PSD), Luisão (Republicanos) e Ivandel (sem partido) circulam nas conversas.

O desgaste interno também é apontado como fator de instabilidade. Parlamentares têm evitado defender pautas do governo e demonstrado insatisfação com a condução política da bancada. Parte das críticas, segundo relatos internos, estaria direcionada ao líder governista Tagner Cerqueira (PT), que enfrenta resistência dentro do próprio grupo. Nos bastidores, comenta-se que ao menos dois vereadores estariam com negociações avançadas para migrar ao campo oposicionista.

A recente articulação da oposição para antecipar a eleição da presidência da Câmara, além de mudanças regimentais feitas sem grande desgaste público, reforçou a percepção de reorganização do bloco adversário. Diante do cenário, cresce no núcleo governista a discussão sobre uma possível reforma administrativa para tentar reequilibrar forças e conter o avanço político do ex-prefeito no município.