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Estacionamento do Barradão pode virar patrimônio cultural de Salvador

Projeto apresentado na Câmara Municipal prevê reconhecer o espaço, destacando seu papel em eventos e manifestações da comunidade

24/02/2026 21h11
Por: Luana Velloso Fonte: Correio24horas
Crédito: Victor Ferreira / ECV
Crédito: Victor Ferreira / ECV

A Câmara Municipal de Salvador (CMS) analisa um Projeto de Lei que propõe transformar o estacionamento do Estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Patrimônio Cultural Material do município. A iniciativa foi apresentada nesta terça-feira (24) pelo vereador Kel Torres (Republicanos).

A proposta prevê o reconhecimento das áreas de estacionamento localizadas em frente e na lateral do estádio, situado na Rua Artêmio Castro Valente, no bairro de Canabrava, onde está a sede do Esporte Clube Vitória. Segundo o texto, o objetivo é valorizar, preservar e promover o espaço como elemento integrante da identidade cultural de Salvador.

De acordo com a justificativa do projeto, o local ultrapassa sua função original de apoio aos dias de jogo e se consolidou como ponto de convivência e expressão cultural da comunidade. Nos últimos anos, especialmente após a criação de um segundo estacionamento oficial, o espaço mais antigo passou a sediar festas e manifestações culturais antes e depois das partidas do Vitória, além de eventos realizados em períodos sem atividades esportivas.

A matéria destaca que o estacionamento possui relevância arquitetônica, artística, cultural e simbólica para a cidade, sendo utilizado de forma recorrente pela população. Para o autor da proposta, o reconhecimento institucional do espaço formaliza uma realidade já existente e abre caminho para futuras ações de preservação e valorização.

Caso o projeto seja aprovado, caberá ao Poder Executivo municipal registrar o bem nos cadastros oficiais de patrimônio cultural e incentivar medidas de conservação, além de promover atividades educativas, culturais e turísticas relacionadas ao espaço. O texto ressalta, no entanto, que o reconhecimento não implica tombamento, desapropriação ou qualquer restrição ao direito de propriedade, mantendo-se as garantias legais vigentes.

Protocolado nesta semana, o projeto aguarda parecer da Diretoria Legislativa da Câmara antes de seguir para análise nas comissões temáticas. Ainda não há previsão de quando a proposta será levada ao plenário para votação.

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