As chuvas que atingem a Zona da Mata mineira já deixaram 47 mortos e 20 desaparecidos, segundo balanço divulgado na noite desta quarta-feira (25) pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. As cidades de Juiz de Fora e Ubá concentram as ocorrências mais graves, com registros de enchentes e deslizamentos.
De acordo com o levantamento, foram recuperados 41 corpos em Juiz de Fora e seis em Ubá. Cerca de 120 bombeiros atuam nas ações de resgate e salvamento. Mais de 200 pessoas já foram retiradas de áreas de risco.
O coronel Joselito Oliveira de Paula, do 3º Comando Operacional de Bombeiros, alertou para o retorno de moradores a locais interditados. "Pessoas que foram retiradas das áreas de risco voltaram, mas elas precisam desocupar essas áreas", afirmou durante coletiva no Parque Jardim Burnier, uma das regiões mais atingidas.
A previsão indica continuidade das chuvas na região, porém com intensidade moderada, o que pode facilitar o trabalho de resgate e o restabelecimento de serviços essenciais, como abastecimento de água e fornecimento de energia elétrica.
Segundo a Defesa Civil estadual, Juiz de Fora contabiliza mais de 400 desabrigados e 197 desalojados. Em Ubá, são 38 desabrigados e 321 desalojados. Desalojados são pessoas que deixaram suas casas, mas têm para onde ir, enquanto desabrigados dependem de abrigos públicos ou sociais.
A Defesa Civil Nacional reconheceu o estado de calamidade pública em Juiz de Fora e, de forma sumária, nas cidades de Ubá e Matias Barbosa. As portarias foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União.
O reconhecimento federal permite que os municípios solicitem recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para ações de defesa civil. Equipes do Grupo de Apoio a Desastres, da Força Nacional do Sistema Único de Saúde, do Sistema Único de Assistência Social e do Departamento de Emergências em Saúde Pública atuam no atendimento à população.