Política Livre O pré-candidato ao governo da Bahia pelo PSDB, João Gualberto, considerou ?normal? a decisão do Tribunal de Contas dos Municípios, de reprovar as contas de Mata de São João, referentes ao ano de 2012, quando estava a frente da Prefeitura devido a um excesso de arrecadação de R$ 18 milhões, através do uso de crédito suplementar especial sem recursos previstos para pagar a despesa. ?Dos oito anos, em sete eu tive as contas aprovadas. Ontem, para minha surpresa, vi essa notícia e eu tenho dez dias para recorrer. Eu sempre acompanhei tudo que se passava na Prefeitura. Parece que teve uma suplementação especial em função do excesso de arrecadação, mas isso vai ser esclarecido dentro do prazo legal?, explicou em entrevista à rádio Tudo FM, na manhã desta quarta-feira. Gualberto fez um comparativo da sua trajetória política com a do pré-candidato do governo, o chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT). ?Eu fui pesquisar a vida desse rapaz e vi que ele nunca trabalhou. Começou com 20 anos, como diretor de sindicato. Ele nunca fez absolutamente nada e agora está sendo promovido com o dinheiro público para ser eleito em 2014. Ele tem a mesma intenção de voto do que eu, e veja que ele está com a máquina do estado. Há mais de um ano o governador vem trabalhando o nome dele para ser candidato?. O tucano explicou que o presidente do PMDB, Geddel Vieira Lima, acatou o entendimento dos outros partidos oposicionistas de anunciar o pré-candidato depois do Carnaval para não haver conflito com a agenda administrativa do prefeito de Salvador. ?É melhor depois do carnaval porque ACM Neto tem que trabalhar. Infelizmente o PT instalou uma cultura de fazer política todo dia. O eleitor vota e espera que [o candidato eleito] trabalhe. Neto acabou de tomar posse não poderia estar hoje somente preocupado em política. Ele tem que estar preocupado em administrar Salvador. Talvez Jaques Wagner, por não estar preocupado em administrar a Bahia, antecipou tanto a eleição, com o candidato dele?. O empresário afirmou não ver problema em abrir mão da cabeça de chapa, caso a oposição escolha outro nome, mas frisou estar nesse momento lutando para se cacifar ao Palácio de Ondina e disparou veladamente contra o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT). ?Todos nós, eu Geddel e Aleluia, somos pré-candidatos ao governo. Diferentemente de outras pessoas que colocam o seu nome como candidato só para pleitear a vice ou o senado, eu quero ser candidato ao governo. Eu tenho condições de ganhar desse candidato que está aí posto. Claro que eu me submeto a todos os partidos, não quero impor meu nome. Todos os partidos vão estar no projeto de oposição. Estamos discutindo é quem vai ser o escolhido para ser o cabeça de chapa, mas tudo de uma maneira tranquila e muito acordada?, explicou. Sobre as declarações do secretário de Infraestrutura da Bahia, Otto Alencar, questionando o desconhecimento das informações porque Gualberto só conhecia a Bahia de avião, o tucano foi taxativo. Com todo respeito a Otto Alencar, eu só esperava que ele respondesse. Se ele tivesse essas informações de fato ele responderia. Ele conhece as leis e sabe que é obrigado a fornecer. Ele não respondeu e nós fomos obrigados a recorrer à Justiça e o pleno do Tribunal de Justiça está obrigando o governo do estado a prestar as informações. Eu tenho avião há mais de 13 anos, antes de ser político. E eu quero lembrar que o governador dele em 2005, através do Sidônio Palmeira [marqueteiro de Wagner] pediu meu avião emprestado para fazer campanha. Ele usou durante um ano. Mesmo eu apoiando Paulo Souto eu emprestei e não cobrei nada com isso. Eu ando de avião com o meu dinheiro não estou fazendo pré-campanha com o dinheiro do povo. Faço com o meu dinheiro e desafio o candidato dele a provar como está fazendo a pré-campanha?, finalizou. Foto: Reprodução
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.