O empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso na manhã de hoje.
Alvo de mandado de prisão preventiva, após determinação do ministro do STF André Mendonça, relator do caso Master, Zettel se entregou.
"A defesa de Fabiano Campos Zettel informa que seu cliente já se apresentou à Polícia Federal. Em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades", disse a defesa, em nota.
Na operação de hoje, a PF prendeu Vorcaro novamente. Os mandados foram expedidos pelo ministro do STF André Mendonça
Zettel chegou a ser preso temporariamente pela PF em janeiro, durante a segunda fase da Compliance Zero, enquanto tentava embarcar em um voo para os Emirados Árabes. A prisão foi realizada para impedir que ele saísse do país e teve duração de apenas um dia, com o objetivo de adotar outras medidas para evitar a fuga.
Servidores do BC são afastados
Dois funcionários concursados do BC (Banco Central) foram afastados hoje, em meio à terceira fase da Operação Compliance Zero. Servidores de carreira, eles tiveram as respectivas atuações suspensas por determinação judicial.
Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana já tinham deixado cargos de chefia em departamentos que tiveram participações em diferentes processos relacionados ao Banco Master.
Ordem de Mendonça
Além da prisão de Vorcaro, estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva — Zettel é um dos alvos — e 15 de busca e apreensão, nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Outro lado: a coluna tenta contato com o advogado Pierpaolo Bottini, que atua na defesa de Vorcaro, e o texto será atualizado em caso de manifestação.
Segundo a PF, o objetivo "é investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa".
Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.
PF, em nota
As investigações contaram com o apoio do Banco Central, informou a PF.