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Novas vítimas denunciam outros casos de jovens presos por estupro coletivo no Rio de Janeiro

Denúncias serão exibidas no Fantástico e revelam histórico do grupo dentro da escola

06/03/2026 11h19
Por: Keila Abreu Fonte: Correio 24 horas
Reprodução
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Novas denúncias contra estudantes presos sob suspeita de estuprar uma adolescente em Copacabana, no Rio de Janeiro, vieram à tona e ampliam a dimensão do caso. Relatos de outras jovens que dizem ter sido vítimas do grupo serão exibidos neste domingo (8) pelo programa Fantástico, da TV Globo.

A reportagem ouviu adolescentes que afirmam ter passado por situações semelhantes envolvendo os mesmos estudantes. Em um dos depoimentos, uma jovem contou que só conseguiu reconhecer a gravidade do episódio após o caso ganhar repercussão pública.

“Foi só quando o caso estourou que eu vi. Eu falei: ‘Tá, aquilo ali foi realmente um estupro e eu preciso realmente falar sobre isso’”, relatou. Segundo as vítimas — todas menores de idade — os estudantes envolvidos já eram conhecidos no ambiente escolar por comportamentos considerados problemáticos e por episódios recorrentes de indisciplina.

As adolescentes afirmam que os casos de abuso expõem falhas graves na supervisão dentro da escola. Elas também apontam o que classificam como omissão diante das atitudes do grupo, que, segundo os relatos, já chamavam a atenção de colegas. A reportagem também mostra como algumas das vítimas decidiram romper o silêncio e relatar os casos.

Emboscada planejada

A adolescente de 17 anos que foi vítima do crime foi atraída para uma emboscada. Segundo a investigação, o menor suspeito teria convidado a vítima para um encontro romântico em um apartamento do condomínio onde ocorreu o crime.

“A gente trata esse caso como uma emboscada planejada. Ela foi levada a erro por esse garoto, que já tinha um relacionamento anterior com ela. Ela achou que estava indo para lá para um encontro romântico com esse adolescente infrator. Só que, ao chegar, havia mais quatro adultos e aconteceu tudo que aconteceu”, disse o delegado Ângelo Lajes, responsável pela investigação.

A vítima e o menor estudam na mesma escola e já tiveram um relacionamento. Quando estavam juntos no quarto, os quatro acusados, já considerados réus, entraram e cometeram o crime.

O apartamento pertence ao pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin e estava vazio, pois é usado apenas para aluguel por temporada. Câmeras do prédio registraram a chegada dos jovens e a saída do condomínio cerca de uma hora depois.

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