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Moraes se pronuncia sobre supostas mensagens com Vorcaro
Segundo o ministro do STF, análise técnica de dados telemáticos indica que prints atribuídos a ele não correspondem aos contatos encontrados nos arquivos apreendidos
06/03/2026 22h32
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou nesta sexta-feira (6) que não manteve troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração foi divulgada por meio de nota da Secretaria de Comunicação do Supremo, após a circulação de prints atribuídos ao empresário em reportagens sobre o caso.

De acordo com o comunicado, uma análise técnica realizada nos dados telemáticos de Vorcaro indicou que as mensagens de visualização única enviadas em 17 de novembro de 2025 não correspondem aos contatos do ministro nos arquivos apreendidos durante as investigações.

A nota informa que os dados analisados foram tornados públicos no âmbito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (CPMI do INSS). Segundo o Supremo, os registros extraídos do celular do banqueiro indicam que os prints das mensagens estão associados a pastas de outros contatos da agenda de Vorcaro.

“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao ministro Alexandre de Moraes”, diz a nota divulgada pelo gabinete do magistrado.

Ainda de acordo com o comunicado, os nomes das pessoas vinculadas aos arquivos não foram divulgados devido ao sigilo determinado pelo ministro André Mendonça no âmbito das investigações.

A manifestação ocorre após reportagem publicada pelo jornal O Globo afirmar que Vorcaro teria enviado mensagens ao ministro em 17 de novembro de 2025, horas antes de ser preso pela primeira vez. Segundo o veículo, o conteúdo foi obtido a partir de análise técnica realizada pela Polícia Federal (PF) no celular do empresário.

De acordo com a reportagem, o procedimento utilizou um software capaz de exibir simultaneamente a tela de mensagens do WhatsApp e os arquivos enviados por meio de visualização única. Segundo o jornal, o material analisado indicaria que as mensagens estariam associadas ao número e ao nome de Alexandre de Moraes.

O veículo informou ainda que o número telefônico atribuído ao ministro foi ocultado nas imagens publicadas para preservar dados pessoais e que a apuração foi realizada com fontes que acompanham as investigações.