A secretária de Governo de Mata de São João, Sâmella Martins, rebateu as críticas feitas pela vereadora de oposição Kennya Potência (PCdoB) sobre os custos das obras de revitalização da localidade de Imbassaí, no litoral do município. A polêmica começou após a parlamentar publicar um vídeo nas redes sociais questionando o segundo aditivo do contrato firmado entre a Prefeitura e a empresa BSM.
No vídeo divulgado em seu perfil no Instagram, Kennya afirmou ter consultado o Diário Oficial do município e disse ter se surpreendido com o aumento no valor do contrato. Segundo ela, o contrato inicial, estimado em cerca de R$ 16,5 milhões, recebeu um novo aditivo de aproximadamente R$ 4 milhões, elevando o valor total para cerca de R$ 20,5 milhões.
A vereadora também disse ter analisado planilhas orçamentárias disponíveis no portal do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e citou alguns itens da obra que chamaram sua atenção, como a construção de um pórtico com guarita avaliada em quase R$ 2 milhões, quatro pergolados metálicos estimados em cerca de R$ 2,8 milhões, seis quiosques por cerca de R$ 600 mil e uma fonte interativa orçada em aproximadamente R$ 319 mil.
As declarações foram respondidas por Sâmella Martins durante entrevista ao programa É do Povo, transmitido pela rádio Sauípe FM (102,9), na manhã desta segunda-feira (9). A secretária afirmou que a vereadora não procurou a gestão municipal para esclarecer as dúvidas antes de tornar pública a crítica.
“A vereadora não nos procurou. Até onde eu sei, não houve nenhum tipo de tentativa de contato para poder elucidar essas dúvidas. O papel do vereador é fiscalizar e o papel da Prefeitura é disponibilizar toda e qualquer informação solicitada para buscar a verdade dos fatos”, declarou.
A secretária também negou qualquer irregularidade nos aditivos contratuais e afirmou que os ajustes realizados na obra seguem critérios técnicos e estão dentro da legalidade. Segundo ela, a Prefeitura mantém total transparência sobre os contratos e os valores das intervenções.
Durante a entrevista, Sâmella ainda comparou os custos das obras executadas pelo município com intervenções realizadas pelo Governo do Estado, grupo político apoiado pela vereadora. De acordo com a gestora, levantamentos feitos pela Prefeitura indicam que, em alguns casos, obras estaduais chegam a ser até 34% mais caras para o mesmo tipo de serviço, citando como exemplo uma licitação da estrada Sede/Litoral estimada em R$ 36 milhões que, segundo ela, poderia custar cerca de R$ 27 milhões se fosse executada pelo município.
Assista a entrevista: