Camaçari Lavagem de Arembepe
Roma reage a acusações sobre Banco Master e desafia Rui Costa: “Entrego meu sigilo, quero ver ele entregar o dele”
Pré-candidato ao Senado pelo PL acusa o PT de tentar criar “cortina de fumaça” e cobra explicações do ministro da Casa Civil sobre o caso.
13/03/2026 10h45 Atualizada há 4 meses atrás
Por: Gabriel Seixas Fonte: Mais Região
Keila Abreu / Mais Região

O ex-ministro das Cidades e pré-candidato ao Senado pelo PL, João Roma, elevou o tom contra adversários políticos durante a Lavagem de Arembepe, em Camaçari, na manhã desta sexta-feira (13). Questionado pela reportagem do Mais Região sobre tentativas da oposição de associar seu nome ao caso envolvendo o Banco Master, Roma classificou as acusações como uma manobra política do PT e partiu para o embate direto com o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Segundo Roma, a tentativa de vinculá-lo ao episódio seria fruto de “desespero” de adversários diante da disputa política na Bahia. Ele afirmou que sua trajetória pública é transparente e garantiu que, durante sua gestão no Ministério das Cidades no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, não houve qualquer decisão que beneficiasse o banco citado ou instituições relacionadas ao caso.

“Não escondo minhas amizades pessoais, mas toda minha vida pública é transparente. Não há nenhum ato meu ou do ministério que tenha beneficiado esse banco ou qualquer entidade ligada a ele”, afirmou.

O ex-ministro também acusou o PT de tentar criar uma “cortina de fumaça” para desviar o foco do debate político. Para ele, a população consegue perceber quando acusações são feitas com motivação eleitoral.

Roma, no entanto, foi além e lançou um desafio direto ao ministro Rui Costa, sugerindo que o petista também precisa dar explicações sobre o caso. O pré-candidato ao Senado disse não ter qualquer problema em abrir seus dados telefônicos caso haja investigação.

“Se pedirem a quebra do meu sigilo, entrego de bom grado. Agora quero ver se Rui Costa entrega o dele também”, disparou.

A declaração ocorre em meio à crescente troca de acusações entre aliados do governo e lideranças da oposição na Bahia. A Lavagem de Arembepe, tradicional evento cultural de Camaçari, acabou se transformando também em palco de embate político e antecipação do clima da disputa eleitoral no estado.