Geral Fred Tognin
Páscoa, chocolate e filhos: mais do que doces, memórias
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16/03/2026 13h35
Por: Keila Abreu Fonte: Fred Tognin
Ilustrativa

Olá, FAMÍLIAS! Tudo bem?

Quando a Páscoa se aproxima, uma pergunta aparece com frequência nas conversas entre mães e pais: afinal, devemos ou não dar doces para as crianças? Confesso que essa dúvida diz muito sobre o nosso tempo. Ao mesmo tempo em que queremos preservar tradições que marcaram a nossa infância, também nos preocupamos cada vez mais com alimentação saudável e com os hábitos que estamos construindo para nossos filhos.

Muitos de nós guardamos lembranças muito afetivas dessa época do ano. A expectativa de ganhar um ovo de chocolate, as embalagens coloridas, a pequena surpresa preparada em casa. Em algumas famílias havia até a brincadeira de esconder os ovos, transformando a manhã de Páscoa em uma verdadeira aventura infantil.

Mas, olhando com um pouco mais de distância, percebemos que o chocolate nunca foi exatamente o centro dessas memórias. O que realmente permanece são os momentos vividos: a casa cheia, a mesa compartilhada, o carinho de quem preparou tudo pensando nas crianças.
Hoje, muitos pais e mães refletem mais sobre o consumo de açúcar e buscam equilíbrio.

Algumas famílias optam por reduzir a quantidade de doces. Outras preferem complementar o presente com livros, brinquedos ou experiências em família. Há ainda quem mantenha o tradicional ovo de Páscoa, mas com moderação.Talvez o ponto mais importante seja compreender que a Páscoa não precisa ser definida apenas pelo chocolate. Para muitas famílias, a data carrega também significados mais profundos de renovação, esperança e convivência.

Para as crianças, o que costuma ficar guardado na memória não é necessariamente o tamanho do ovo que receberam, mas os momentos vividos ao lado de quem amam. Por isso, mais do que discutir apenas se devemos ou não dar doces, talvez a pergunta mais importante seja outra: que tipo de lembrança queremos construir com nossos filhos nesta Páscoa?

Se houver chocolate, que seja com alegria e equilíbrio. Mas que nunca faltem aquilo que realmente alimenta a infância: presença, afeto e tempo compartilhado.

Até o próximo mês!!