A entrega do fardamento escolar da rede municipal de Camaçari virou alvo de forte polêmica após o não cumprimento do prazo estipulado para o dia 5 de março. Até o momento, apenas cerca de 40% dos estudantes receberam os uniformes, o que provocou revolta entre pais e responsáveis.
Durante entrevista coletiva, o secretário de Educação, Professor Márcio Neves (PT), tentou justificar o atraso alegando que houve um suposto “risco à integridade dos itens”, identificado por informações da inteligência policial. Segundo ele, a gestão decidiu priorizar a entrega em escolas com vigilância 24 horas ou monitoramento eletrônico para evitar perdas de material.
A explicação, no entanto, não convenceu a população e rapidamente gerou uma onda de críticas nas redes sociais. Em diversos comentários, pais classificaram a justificativa como “desculpa”, “falta de planejamento” e “desrespeito com os alunos”. Muitos também questionaram como um problema dessa natureza não foi previsto pela gestão municipal.
“Todo ano é a mesma coisa, quem sofre são as crianças”, comentou um internauta. “Se sabia do risco, por que não se organizou antes?”, questionou outro. Há ainda relatos de alunos frequentando as aulas sem o fardamento completo, o que aumenta o constrangimento dentro das escolas.
Nos bastidores, a situação também tem gerado desgaste político. Informações apontam que o prefeito Luiz Caetano (PT) não teria ficado satisfeito com o atraso, que acabou virando munição para críticas à gestão logo no início do calendário letivo.
O secretário afirmou que a expectativa é concluir a primeira fase da entrega nos próximos 10 dias e ampliar a operação com mais equipes e caminhões. Apesar da promessa, o episódio já deixou marcas negativas na relação com a comunidade escolar e ampliou a pressão sobre a Secretaria de Educação.