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Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio na véspera de julgamento no TSE
Saída ocorre nesta segunda-feira (23); presidente do Tribunal de Justiça assume interinamente e eleição indireta deve ocorrer em até 30 dias
23/03/2026 21h49
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (23), na véspera da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o caso Ceperj. A decisão foi comunicada durante cerimônia no Palácio Guanabara. Castro, que pretende disputar uma vaga no Senado, também enfrenta risco de cassação no processo.

Sem vice-governador no cargo e com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) afastado, a linha sucessória levou à posse interina do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto. Pela legislação, ele deverá organizar uma eleição indireta, na qual deputados estaduais escolherão um nome para um mandato-tampão até a definição do próximo governador.

Durante pronunciamento, Castro afirmou: “Hoje eu encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Sou pré-candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida e de forma grata”. Na fala, também fez um balanço da gestão e relembrou a chegada ao cargo em 2019, após o impeachment do então governador.

O julgamento no TSE, previsto para ser retomado nesta terça-feira (24), apura acusações de abuso de poder político e econômico, além de condutas vedadas a agentes públicos durante a campanha de 2024. O Ministério Público Eleitoral aponta supostas irregularidades na contratação de cabos eleitorais por meio do Ceperj, envolvendo também o ex-vice-governador.

Nos bastidores, a antecipação da renúncia é apontada como estratégia para reduzir os efeitos do julgamento e evitar eventual cassação. Em agenda pública, o agora ex-governador não mencionou diretamente o processo.

Com a vacância do cargo, caberá à Alerj conduzir a eleição indireta. Uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a exigência de desincompatibilização de cargos públicos por pelo menos seis meses antes da disputa, o que pode impactar possíveis candidatos ao mandato-tampão.