Os envolvidos na morte da cantora gospel Sara Freitas foram condenados na noite desta quarta-feira (25), mais de dois anos após o crime. Ao portal A Tarde, o advogado de acusação, Rogério Matos, comemorou o resultado e afirmou que a decisão pode representar a maior pena por feminicídio já aplicada no Brasil.
Segundo o advogado, a gravidade do crime justificou a severidade das condenações. Ele destacou que nem mesmo casos emblemáticos, como o que originou a Lei Maria da Penha, tiveram penas tão elevadas. Para ele, a punição foi proporcional à brutalidade do caso.
Ederlan Santos Mariano, marido da vítima e apontado como mentor do crime, foi condenado a 34 anos e 5 meses de reclusão. Já Victor Gabriel Oliveira Neves recebeu pena de 33 anos e 2 meses, por participação direta ao conter a vítima durante o ataque.
Outro condenado foi Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como Bispo Zadoque, que recebeu pena de 28 anos e 6 meses de prisão, sendo apontado como o responsável por desferir os golpes de faca contra a cantora.
A ação penal envolvia quatro acusados. Um deles, Gideão Duarte de Lima, já havia sido condenado em 2025 por atrair a vítima para a emboscada que resultou no crime.
De acordo com a acusação, Dolores Freitas, mãe da vítima, ficou satisfeita com o resultado do julgamento. A avaliação leva em conta, principalmente, a comparação com a pena do primeiro condenado, que havia recebido 20 anos e 4 meses de prisão.