Sete policiais militares denunciados pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana serão levados a Júri popular na segunda-feira (27), às 8h, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, 11 anos após o crime, registrado em 2 de agosto de 2014.
Os réus são Cláudio Bonfim Borges, Jesimiel da Silva Resende, Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira e Jailson Gomes Oliveira. Eles respondem por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Também são acusados de roubo qualificado e, com exceção de Jailson Gomes Oliveira, de ocultação de cadáver.
De acordo com a denúncia, Geovane, então com 22 anos, pilotava uma motocicleta quando foi abordado por uma guarnição da Polícia Militar. Em seguida, foi colocado na viatura junto com o veículo e levado até a Rua Luiz Maria. A investigação aponta que, posteriormente, os policiais seguiram para outro local, onde o jovem foi morto.
O Ministério Público sustenta que os agentes agiram de forma deliberada, escolhendo a vítima e impedindo qualquer possibilidade de defesa. Conforme a acusação, Geovane foi surpreendido, detido sem justificativa legal e mantido sob custódia dos policiais antes de ser executado.
Após o crime, os policiais teriam tentado ocultar o corpo. Parte dos restos mortais foi localizada em diferentes pontos de Salvador. A cabeça e a mão esquerda da vítima, carbonizadas, foram encontradas na região de Campinas de Pirajá. Já o restante do corpo foi deixado no Parque São Bartolomeu.
A denúncia também aponta que os acusados teriam subtraído a motocicleta e o celular da vítima, o que motivou a imputação do crime de roubo qualificado. O caso ganhou repercussão à época pela violência e pelas circunstâncias envolvendo agentes de segurança pública.
Segundo Ernesto Belote, diretor-presidente da Federação de Skateboard do Estado da Bahia (Feseb), “será mais uma etapa que vai somar pontos para o ranking estadual deste ano. Portanto, para os atletas que visam disputar o campeonato nacional é fundamental marcar presença e seguir na disputa, até mesmo para aumentar o coeficiente e termos mais vagas na competição nacional”.
O julgamento ocorre após mais de uma década de tramitação e deve analisar a responsabilidade dos acusados com base nas provas reunidas ao longo das investigações.