Camaçari Teatro lotado
Servidores de Camaçari rejeitam proposta salarial da gestão Caetano em assembleia
Com teatro lotado, servidores de Camaçari rejeitam proposta salarial e criticam mudanças na carreira
01/05/2026 16h12
Por: Redação Fonte: Mais Região
Reprodução/ Destaque1 (Lavínia Oliveira)

Servidores públicos municipais de Camaçari rejeitaram, em votação realizada nesta quinta-feira (30), a proposta salarial apresentada pela gestão do prefeito Luiz Caetano. A decisão ocorreu durante assembleia no Teatro Cidade do Saber, que registrou lotação máxima, com capacidade para 568 pessoas. Devido à grande participação, foi necessário realizar revezamento entre os servidores para garantir que todos pudessem votar.

A proposta foi apresentada no contexto da Campanha Salarial e submetida à categoria pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Camaçari (Sindisec). Em entrevista ao Destaque1, o presidente da entidade, Edmilson das Dores, detalhou os principais pontos discutidos.

Segundo ele, o governo propôs reajuste para os trabalhadores enquadrados na Classe 1, com equiparação ao salário mínimo para jornada de 40 horas. Já os demais servidores teriam apenas a reposição inflacionária de 4,26%, sem ganho real.

“O governo apresentou uma proposta de recuperação da Classe 1 para o salário mínimo para 40 horas. Os demais trabalhadores foram colocados na inflação de 4,26%. O problema é a sequência que existe nesse plano de carreira de 2,5%. A proposta era reduzir para 2% interletras. A cada três anos a gente muda de um nível, uma letra, e essa redução impacta diretamente”, explicou o dirigente.

Outro ponto que gerou forte resistência foi a alteração na progressão funcional. A proposta da gestão prevê a redução do percentual de avanço na carreira, que passaria de 2,5% para 2% a cada mudança de nível. Para os servidores, a medida compromete o crescimento salarial ao longo do tempo e reduz os efeitos do reajuste inicial.

A categoria avalia que, além de não garantir aumento real imediato para a maioria dos trabalhadores, a proposta enfraquece a valorização profissional no futuro. Diante do cenário, novas deliberações e possíveis mobilizações não estão descartadas.

Até o momento, a Prefeitura de Camaçari não informou se pretende apresentar uma nova proposta após a rejeição.