O Sindicato dos Rodoviários de Salvador decidiu manter o estado de greve da categoria após mais uma rodada de negociação sem acordo com representantes das empresas de ônibus. A reunião ocorreu nesta sexta-feira (15), mediada pela Superintendência Regional do Trabalho na Bahia.
Segundo o sindicato, não houve avanço nas discussões da Campanha Salarial 2026. A categoria afirma que o setor patronal rejeitou as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores durante a mediação.
Entre as principais demandas dos rodoviários estão reposição da inflação com 5% de ganho real, aumento na quantidade e no valor do ticket alimentação, redução da jornada diária para seis horas, revisão das chamadas “cartas horárias”, implantação de turnos fixos, melhorias nas condições de trabalho e implantação de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Os trabalhadores também reivindicam estabilidade pré-aposentadoria, prêmio de assiduidade, complementação do plano de saúde, gratificação em grandes eventos, implantação de day off e manutenção dos direitos já conquistados pela categoria.
O presidente do sindicato, Fábio Primo, criticou a postura dos empresários durante a reunião e afirmou que não houve qualquer avanço nas negociações.
Segundo ele, representantes das empresas alegaram não ter condições de atender às pautas apresentadas neste ano. O sindicalista também declarou que a categoria não pretende aceitar propostas que representem retirada de direitos ou retrocessos trabalhistas.
O estado de greve foi aprovado pelos trabalhadores após duas assembleias extraordinárias realizadas na quinta-feira (14). Na prática, a decisão funciona como um alerta oficial e antecede uma possível paralisação da categoria.
Conforme prevê a legislação, uma greve só pode ser iniciada após comunicação prévia com antecedência mínima de 72 horas.
Uma nova rodada de negociação está marcada para terça-feira (19). Caso não haja avanço nas tratativas, a categoria poderá deflagrar greve a partir de sexta-feira (22), afetando o transporte público de Salvador.
Em nota, o sindicato afirmou que a prioridade da categoria é chegar a um acordo sem necessidade de paralisação, mas destacou que mantém a mobilização diante do impasse nas negociações.