Política em Foco Justiça
PF transfere Daniel Vorcaro para cela comum e restringe visitas de advogados
Mudanças ocorreram após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF)
18/05/2026 23h02 Atualizada há 1 mês atrás
Por: Luana Velloso Fonte: G1 e Metrópoles
Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

A Polícia Federal (PF) transferiu o banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum na Superintendência da corporação em Brasília. A mudança ocorreu na noite desta segunda-feira (18), após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master.

Preso preventivamente desde março deste ano no âmbito da Operação Compliance Zero, Vorcaro estava alojado em uma sala especial semelhante a uma “sala de Estado-Maior”, utilizada anteriormente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante período de detenção na capital federal.

Com a decisão, o empresário passou a ocupar uma cela comum destinada a presos em trânsito na unidade da PF. Segundo informações divulgadas por veículos nacionais, o local segue as regras ordinárias de funcionamento da Superintendência da corporação.

Além da transferência de cela, a Polícia Federal também restringiu o acesso dos advogados ao investigado. A defesa agora poderá realizar duas visitas diárias, com duração de 30 minutos cada e sem a utilização de instrumentos de trabalho. Antes da mudança, os advogados tinham acesso ao banqueiro entre 9h e 17h, sem limitações.

Daniel Vorcaro foi transferido para a Superintendência da PF em Brasília em 19 de março, após deixar a Penitenciária Federal da capital. A mudança ocorreu em meio às negociações envolvendo um possível acordo de delação premiada.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, investigadores avaliam que o banqueiro ainda não apresentou todos os detalhes relacionados às apurações sobre o caso Master. A Polícia Federal, no entanto, informou que a alteração de cela ocorreu após o encerramento dos trabalhos ligados à elaboração do acordo de colaboração.

Vorcaro foi preso pela segunda vez em 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Ele é investigado por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias.