Da Redação Uma mistura de fé, devoção e sincretismo religioso marca o início dos festejos em homenagem ao Padroeiro de Pojuca, Bom Jesus da Passagem, nesta quinta-feira (16/01). Durante 10 dias de programação, os fiéis poderão participar de confissão comunitária, novena, missa festiva com procissão, lavagem da Igreja do Bom Jesus da Passagem, além da festa profana. O momento mais esperado pelo público acontece no dia 19, com o tradicional cortejo das baianas que saem do bairro da Star acompanhadas de fanfarras e grupos culturais e culmina com a lavagem das escadarias da Igreja Matriz. Outra novidade, é o encerramento das comemorações em referência ao padroeiro, marcado para o dia 26, com o show do Padre Fábio de Melo. A festa acontecerá na Praça ACM, a partir das 21h. Tradição De acordo com os textos históricos, no século XVII as terras de Pojuca pertencentes a Francisco de Sá, filho do Governador Geral do Brasil, Men de Sá, foram doadas a D. Filipa de Sá que posteriormente repartiu a propriedade em várias partes e doou-as para pequenos donos. Vivendo as margens do Rio Pojuca e bastante atraídos pela fertilidade do solo no período de 1602 a 1684, os proprietários das terras passaram a dar apoio às tropas de andarilhos e cargueiros que por ali passavam. Por conta da hospitalidade do povo, então, pojucanos os viajante passaram a denominar a localidade de ?Boa Passagem?. Outrora, aos sábados era montada uma feira, onde mais tarde construiu-se uma igreja para celebrar Jesus e que abençoava as famílias do povoado, mas tarde, dedicada ao Bom Jesus da Passagem. No local, também começou a desenvolver um arraial que posteriormente eclodiu no município de Pojuca, após, a sua independência e emancipação política. A capela cresceu, contudo, o desenvolvimento urbano através do tempo e com o crescimento de fiéis foi necessária à construção da Igreja Matriz, que atualmente fica localizada no Centro da cidade. Nasce neste mesmo período a tradição de lavar a capela para deixa-la pronta para a Festa do Bom Jesus. A limpeza da igreja sempre acontecia no segundo domingo após o Dia de Reis. Com o tempo e o crescimento da igreja, os donos de engenho obrigavam seus escravos a lavar as escadarias antes da festa. Com informações DEPCOM/PMP (Foto: Divulgação)
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