A proposta de adoção da escala de trabalho 4x3, defendida por parlamentares do Partido Liberal durante a discussão sobre o fim da escala 6x1, foi rejeitada por lideranças do Centrão na Câmara dos Deputados. Integrantes do bloco classificaram a iniciativa como “irresponsável” e afirmaram que não apoiariam a mudança.
O posicionamento ocorreu durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho no país. Segundo lideranças de partidos de centro, a proposta da oposição não fazia parte do entendimento construído entre as bancadas e a presidência da Câmara.
Nos bastidores, parlamentares avaliam que a defesa da escala 4x3 representou uma tentativa de pressionar o governo e ampliar o debate sobre a redução da jornada de trabalho. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, informou que apresentaria uma emenda em plenário propondo quatro dias de trabalho e três de descanso por semana.
A proposta também recebeu críticas de parlamentares favoráveis à redução da jornada. A deputada federal Erika Hilton, autora de uma das propostas que deram origem ao debate sobre o fim da escala 6x1, avaliou que a iniciativa poderia atrasar a tramitação da matéria. Atualmente, a parlamentar defende a adoção da escala 5x2 como alternativa considerada viável para a redução da carga horária.
Enquanto a proposta do PL enfrentava resistência, a comissão especial da Câmara aprovou nesta quarta-feira (27) o texto-base da PEC relatada pelo deputado federal Leo Prates. O parecer recebeu 34 votos favoráveis e quatro contrários.
O texto aprovado prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho, com uma primeira etapa de transição para 42 horas semanais e, posteriormente, para 40 horas semanais. Após a aprovação na comissão, a proposta foi encaminhada para análise do plenário da Câmara dos Deputados.