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Morre Orlando Senna, cineasta baiano que marcou a história do audiovisual
Referência do audiovisual brasileiro, Orlando Senna deixa legado no cinema
10/06/2026 01h15
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O cineasta, jornalista e gestor cultural Orlando Senna morreu aos 87 anos. Natural da Bahia, ele construiu uma trajetória de destaque no audiovisual brasileiro, atuando como diretor, roteirista, professor e gestor público. A morte foi confirmada nesta terça-feira (9), mas a causa não foi divulgada.

Orlando Senna iniciou sua trajetória no audiovisual na Bahia, onde dirigiu os documentários Lenda Africana e 2 de Julho, trabalhos que contribuíram para consolidar seu nome no cinema nacional.

Ao longo da carreira, tornou-se uma das principais referências do setor, desenvolvendo projetos como diretor e roteirista e colaborando com nomes importantes do cinema brasileiro, entre eles Hector Babenco e Ruy Guerra.

Um dos marcos de sua produção foi o filme Iracema – Uma Transa Amazônica, lançado em 1975 e dirigido em parceria com Jorge Bodanzky. A obra é considerada uma referência na história do audiovisual brasileiro.

Além da atuação artística, Orlando Senna dedicou parte da carreira à formação de profissionais e ao fortalecimento das políticas públicas voltadas ao setor audiovisual. Ele participou da fundação da Escola Internacional de Cinema e Televisão (EICTV), em San Antonio de los Baños, em Cuba, e também lecionou no Centro de Capacitação Cinematográfica do México.

Na gestão pública, ocupou cargos de destaque ligados à cultura e à comunicação. Entre 2003 e 2007, foi secretário do Ministério da Cultura. Em 2007, assumiu uma diretoria na Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Posteriormente, presidiu a Televisão América Latina (TAL), função exercida entre 2008 e 2015.

O legado de Orlando Senna também foi reconhecido recentemente. Em 2024, o Ministério da Cultura lançou uma premiação de curta-metragens com seu nome. A iniciativa foi desenvolvida pela Secretaria do Audiovisual em parceria com o Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual (Forcine) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com o objetivo de reconhecer produções de conclusão de curso e incentivar novos talentos do cinema brasileiro.