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Endividamento das famílias brasileiras bate recorde e acende alerta para aumento da inadimplência

Levantamento da CNC mostra que 81,6% das famílias possuem algum tipo de dívida; cartão de crédito segue como principal vilão do orçamento doméstico

12/06/2026 07h59
Por: Redação Fonte: Mais Região
Ilustrativa/IA
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Os brasileiros estão cada vez mais endividados. Dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que o percentual de famílias com dívidas alcançou 81,6% em maio, o maior nível já registrado pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). O índice representa alta em relação aos 80,9% observados em abril e marca o quinto mês consecutivo de crescimento.

O levantamento considera dívidas como parcelas de cartão de crédito, empréstimos pessoais, crédito consignado, cheque especial, carnês de lojas e financiamentos de veículos e imóveis. Na comparação com maio do ano passado, quando o índice era de 78,2%, o avanço demonstra o aumento da pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras.

A pesquisa também revelou crescimento da inadimplência. A parcela de famílias com contas em atraso passou de 29,7% para 29,9% entre abril e maio. Já o percentual de brasileiros que afirmam não ter condições de quitar os débitos vencidos permaneceu em 12,3%, indicando que uma parte significativa da população segue enfrentando dificuldades financeiras.

Segundo a CNC, o cartão de crédito continua sendo a modalidade de dívida mais utilizada, citada por 84,6% das famílias endividadas. A entidade destacou que o crédito rotativo segue com uma das maiores taxas de juros do mercado, chegando a 428,3% ao ano, fator que contribui para o agravamento do endividamento e da inadimplência, especialmente entre famílias de menor renda.

Apesar do cenário preocupante, alguns indicadores apresentaram melhora. O tempo médio de atraso caiu para 65 dias e quase metade dos inadimplentes possui débitos vencidos há mais de 90 dias. A CNC avalia que programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola 2.0, podem ajudar a reduzir a pressão financeira nos próximos meses, embora a expectativa seja de continuidade do crescimento do endividamento das famílias.

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