Geral Tragédia
Jovem morre após queda de 40 metros durante salto radical em ponte no interior de São Paulo
Participante de 21 anos caiu sem estar conectada ao sistema de segurança; três responsáveis pela atividade foram presos em flagrante
14/06/2026 10h55 Atualizada há 2 semanas atrás
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após cair de aproximadamente 40 metros durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis. O acidente ocorreu no sábado (13), quando a participante foi lançada da plataforma sem estar conectada à corda de segurança. Três homens responsáveis pela atividade foram presos em flagrante e vão responder por homicídio com dolo eventual. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da ocorrência e a regularidade do evento.

Imagens registradas por testemunhas mostram o momento em que Maria Eduarda é impulsionada da plataforma. Segundos depois, pessoas que acompanhavam a atividade percebem que a corda de segurança não estava presa à vítima e começam a gritar ao constatar a falha.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas a morte foi constatada ainda no local.

De acordo com a Polícia Civil, a corda responsável por interromper a queda permaneceu presa à estrutura da plataforma e não estava conectada ao corpo da jovem no momento do salto.

Natural de Jandira, Maria Eduarda costumava compartilhar nas redes sociais registros de viagens, esportes e atividades ao ar livre. Horas antes do acidente, ela publicou imagens no local e escreveu: "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?".

As investigações apontam que testemunhas relataram falhas na checagem dos equipamentos antes da atividade. Um participante que realizaria o salto na sequência afirmou que os procedimentos de conferência não teriam sido executados no caso da jovem.

Em depoimento, os três investigados não conseguiram explicar como ocorreu a falha. Segundo a autoridade policial responsável pelo caso, eles disseram não se lembrar de quem deveria realizar a conexão da corda nem de quem era responsável pela verificação final antes da autorização do salto.

A Polícia Civil também apura a situação legal da atividade. Conforme as investigações, o grupo organizador não possuía autorização para utilizar a área da Ponte do Esqueleto. Ainda assim, cerca de 100 participantes estavam reunidos no local para a prática do esporte.

A defesa dos investigados informou que os três são praticantes experientes de rope jump e classificou o caso como uma "triste fatalidade".

A investigação prossegue com a coleta de depoimentos e aguarda a conclusão dos laudos periciais que deverão auxiliar no esclarecimento das causas do acidente.