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Justiça mantém prisão de suspeito de ejacular em passageira dentro do metrô de Salvador
Homem de 22 anos teve prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia; caso é investigado pela Deam
14/06/2026 11h29 Atualizada há 3 meses atrás
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Crédito: Reprodução

A Justiça da Bahia converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Swan Tales Assis Santos, de 22 anos, suspeito de praticar importunação sexual contra uma jovem de 18 anos dentro de um vagão do metrô de Salvador. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada no sábado (13), dois dias após o caso registrado na Estação Acesso Norte.

Segundo a investigação, a vítima percebeu que a parte traseira de sua roupa estava molhada por um líquido com aparência seminal durante a viagem. Conforme os relatos reunidos pela Polícia Civil, o suspeito teria se posicionado atrás da jovem e aproveitado a aglomeração de passageiros para cometer o ato.

O homem foi detido ainda no sistema metroviário por agentes de segurança e conduzido à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), onde foi autuado em flagrante por importunação sexual.

Ao homologar a prisão, a 1ª Vara das Garantias de Salvador considerou a gravidade da conduta investigada e o risco de reiteração delitiva. Na decisão, o magistrado destacou que os depoimentos da vítima, de uma testemunha presencial e de uma agente de segurança do metrô são convergentes.

A decisão também menciona a existência de um vídeo gravado por testemunha e a apreensão da roupa utilizada pela vítima, que passará por perícia.

Embora o Ministério Público da Bahia (MP-BA) tenha se manifestado pela concessão de liberdade provisória mediante aplicação de medidas cautelares, a Justiça entendeu que as medidas alternativas seriam insuficientes diante das circunstâncias apresentadas no processo.

Durante a audiência de custódia, a defesa solicitou que o investigado respondesse ao processo em liberdade e informou que pretende recorrer da decisão.

O advogado Douglas Vicente afirmou que não há prova direta do momento em que o ato teria sido praticado e defendeu a necessidade de aprofundamento das investigações. A defesa também informou ter solicitado acesso aos laudos periciais para verificar a origem do material encontrado na roupa da vítima.

Segundo o defensor, o investigado apresentou versões diferentes após a abordagem. Inicialmente, negou qualquer irregularidade e, posteriormente, afirmou ter "se empolgado". A defesa sustenta que a declaração necessita de contextualização e não configura, por si só, admissão do crime.

O juiz também determinou que o suspeito receba acompanhamento médico e psicológico no sistema prisional. O pedido foi feito pela defesa, que alegou preocupação com a integridade física e emocional do investigado diante da repercussão do caso.

Informações obtidas por veículos de imprensa apontam que Swan Tales é filho de um policial militar e atuava como jogador de futsal. Após a divulgação do caso, o Forest Futsal Clube informou o desligamento do atleta da equipe.

Vídeos gravados por passageiros e compartilhados nas redes sociais mostram o momento em que usuários do metrô cercam o suspeito e cobram explicações. Em uma das gravações, a vítima aparece abalada enquanto passageiros demonstram indignação com a situação.

O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que apura todas as circunstâncias da ocorrência.