Camaçari Indústria Automotiva
Trabalhadores da BYD aprovam PLR de até R$ 10 mil em Camaçari, anuncia Sindicato dos Metalúrgicos
Benefício foi aprovado por unanimidade em assembleias realizadas nos dois turnos e será pago em duas parcelas entre 2026 e 2027.
16/06/2026 20h12
Por: Luana Velloso
Foto: Ilustrativa/GovBA

Os trabalhadores da BYD em Camaçari aprovaram por unanimidade a proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de até R$ 10 mil. O anúncio foi feito pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim, por meio das redes sociais nesta terça-feira (16).

De acordo com a publicação, a negociação marca a primeira PLR da montadora chinesa na unidade instalada em Camaçari e é considerada uma conquista histórica para a categoria. A proposta foi aprovada em assembleias realizadas nos dois turnos de trabalho e contou com a participação de dirigentes sindicais e representantes dos trabalhadores.

O valor será pago em duas parcelas. A primeira, de R$ 5 mil, está garantida para julho de 2026 e será destinada a todos os trabalhadores contratados até 30 de junho deste ano. Já a segunda parcela, também de até R$ 5 mil, será paga em janeiro de 2027, condicionada ao cumprimento de metas e à proporcionalidade do tempo de serviço de cada colaborador.

Segundo o sindicato, os indicadores que irão compor o cálculo da PLR são produtividade (40%), qualidade (30%), absenteísmo (15%) e segurança (15%). Enquanto produtividade e qualidade serão avaliadas coletivamente, os critérios de absenteísmo e segurança terão avaliação individual.

Outro ponto destacado na negociação foi a garantia de que os atestados médicos abonem as faltas dos trabalhadores para efeito do indicador de absenteísmo. A medida busca evitar prejuízos aos colaboradores que precisem se afastar por questões de saúde.

A BYD iniciou a montagem de veículos em Camaçari em agosto de 2025. Como não houve tempo hábil para implantação da PLR naquele período, o sindicato informou que havia garantido anteriormente um abono natalino para os trabalhadores.

Para Júlio Bonfim, a aprovação unânime da proposta demonstra a força da organização dos trabalhadores e estabelece um marco nas relações entre a categoria e a montadora, fortalecendo futuras negociações na fábrica.