Esporte Copa do mundo
Secretário dos EUA diz ter celebrado eliminação do Irã na Copa
Markwayne Mullin afirmou ter celebrado a saída do Irã disse ter feito uma “dança da felicidade”
30/06/2026 10h33
Por: Redação Fonte: A Tarde
Reprodução / GUILLERMO ARIAS / AFP

O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, comentou a eliminação do Irã na fase de grupos da Copa do Mundo e saiu em defesa do tratamento dado à seleção iraniana durante o torneio. Segundo publicação da revista Sports Business Journal, o dirigente afirmou estar “muito feliz” com a despedida dos iranianos da competição e disse ter celebrado o resultado com música e dança.

“Estou apenas feliz que eles terminaram a participação e não vão voltar (para os Estados Unidos). Fiquei muito feliz quando conseguimos cancelar os vistos deles e dizer que poderiam deixar o território dos Estados Unidos. Talvez eu tenha até cantado uma música ou duas, ou até fazendo uma dança feliz”, disse Markwayne Mullin após uma reunião sobre a segurança na Copa do Mundo, nesta segunda-feira, 29.

Reprodução / SAUL LOEB / AFP


A participação do Irã no Mundial ocorreu em meio a um contexto de tensão política e guerra com os Estados Unidos, o que levou a diversas restrições impostas à delegação. Por determinação do governo norte-americano, a seleção precisou transferir sua base de treinamentos para Tijuana, no México, e só podia entrar em território dos Estados Unidos na véspera das partidas, deixando o país logo após os jogos.

Mesmo com as limitações, o Irã encerrou sua campanha invicto, com três empates, terminando em terceiro lugar no Grupo G e ficando muito próximo da classificação às oitavas de final. A equipe chegou a ter um gol anulado nos minutos finais da partida contra o Egito, que garantiria a vaga direta no mata-mata, e terminou como o nono melhor terceiro colocado, sendo eliminada pelo critério de saldo de gols.

O cenário gerou críticas por parte dos jogadores e do técnico Amir Ghalenoei, que classificou a situação como “uma injustiça” e afirmou que sua equipe pode ter sido “a seleção mais agredida da história da Copa do Mundo”. A federação iraniana também acionou a Fifa para solicitar apoio diante das restrições impostas pelos Estados Unidos.

Mullin, no entanto, rebateu as reclamações e afirmou que as condições impostas não prejudicaram a preparação da equipe. Segundo ele, a proximidade de Tijuana com os locais das partidas em Los Angeles e a autorização para entrada no país na véspera dos jogos minimizaram qualquer impacto esportivo. Ele também negou motivações adicionais para a exigência de saída imediata após as partidas.

“Foi apenas um acordo que fizemos para deixá-los ir logo. O jogo acabava, eles voltavam para o hotel, para a base onde estavam hospedados. Eles se sentiam mais confortáveis lá. Foi simplesmente um acordo que acertamos com a Fifa antes do início da competição”, explicou.

O secretário ainda reforçou uma das acusações feitas anteriormente, ao afirmar que “quase metade” da delegação iraniana teria ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica. Segundo ele, entre os integrantes haveria dois profissionais de imprensa supostamente ligados ao serviço de inteligência da corporação, além de um membro da comitiva que estaria sob mandados internacionais e sem autorização para entrada no Canadá. A Federação Iraniana, por sua vez, nega as acusações.