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Teatro Castro Alves é reinaugurado após reforma de R$ 260 milhões e volta a receber público em Salvador
Sala Principal reabre após três anos e meio fechada por causa de incêndio e complexo ganha novos espaços, melhorias na acessibilidade e estrutura de padrão internacional
01/07/2026 11h35
Por: Anderson Almeida Fonte: G1 Bahia
Amanda Ercília / GOVBA

O Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, será reinaugurado nesta terça-feira (1º) após passar por uma ampla reforma que modernizou a Sala Principal e outros espaços do complexo cultural. O equipamento estava parcialmente fechado desde janeiro de 2023, quando um incêndio atingiu o telhado da principal sala de espetáculos.

As obras, realizadas pela Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA), receberam investimento de aproximadamente R$ 260 milhões e contemplaram a recuperação da Sala Principal, do foyer, do Jardim Suspenso, das salas de ensaio, do restaurante e da fachada do teatro. A Concha Acústica e a Sala do Coro não passaram por intervenções, já que haviam sido modernizadas em 2016 e 2018, respectivamente.

Esta foi a primeira grande reforma realizada desde que o Teatro Castro Alves foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2014.

Segundo o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, o equipamento passa a reunir preservação histórica e modernização.

"Estamos entregando um teatro totalmente preservado, ao mesmo tempo modernizado e atualizado. Temos um equipamento de padrão internacional preservando a arquitetura moderna".

Sala Principal ganha estrutura de padrão internacional

Entre as principais mudanças está o aumento da capacidade de carga do palco, permitindo que o teatro receba grandes produções internacionais que antes não podiam ser realizadas no espaço, além da ampliação do pé-direito da Sala Principal.

As cadeiras da plateia foram restauradas e, durante a obra, foi descoberto um assoalho de madeira sob o carpete. O piso original será preservado entre as fileiras de assentos, enquanto o carpete permanecerá apenas nos corredores.

De acordo com o coordenador executivo da obra, Thiago Reis, a substituição completa do telhado foi o maior desafio da reforma.

"Mais de 3 mil m² eram plateia e palco, então precisávamos fazer essa substituição para depois darmos andamento a outras etapas da obra. Essa substituição completa é importante para a gente ter uma melhora na acústica e facilitar as manutenções futuras".

Jardim Suspenso é reaberto e acessibilidade é ampliada

Outra novidade é a reabertura do Jardim Suspenso, espaço que permaneceu fechado por vários anos devido à falta de acessibilidade e de uma rota de fuga exigida pelas normas de segurança.

Durante a reforma, foram instalados novas escadas, um elevador e infraestrutura de água e energia, permitindo a realização de eventos e apresentações no local.

A diretora-geral da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Sarah Prado, destacou que o complexo passa a contar com múltiplos espaços funcionando simultaneamente.

"Hoje temos nove espaços que podem receber eventos de diferentes naturezas ao mesmo tempo. Podem ter ensaios da Orquestra Sinfônica da Bahia, enquanto acontece um espetáculo na Sala Principal e uma apresentação no Jardim Suspenso, por exemplo".

Além disso, foi construído o Edifício Lâmina, equipado com elevador, que interliga praticamente todos os ambientes do complexo, facilitando o acesso de pessoas com mobilidade reduzida entre a Concha Acústica, a Sala Principal e outros setores do teatro.

A obra também incorporou medidas de sustentabilidade, como a implantação de um sistema de captação de águas pluviais para limpeza das áreas externas e irrigação dos jardins, além da substituição da iluminação convencional por lâmpadas de LED, que proporcionam maior eficiência energética.