Após cinco meses consecutivos de alta, o custo da Cesta Básica de Salvador apresentou redução de 0,80% em junho de 2026, segundo levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O valor da cesta passou de R$ 657,01, em maio, para R$ 651,78, representando uma queda nominal de R$ 5,23.
A pesquisa foi realizada com base em 3.397 cotações de preços coletadas em 89 estabelecimentos comerciais da capital baiana.
Dos 25 produtos que compõem a cesta, 13 registraram queda nos preços. As maiores reduções foram observadas na linguiça calabresa (-7,96%), maçã (-7,57%), cebola (-5,05%), queijo muçarela (-4,77%), pão francês (-4,25%) e tomate (-4,23%). Também ficaram mais baratos a banana-prata, farinha de mandioca, carne de segunda, açúcar cristal, arroz, café moído e carne de primeira.
Por outro lado, 12 produtos apresentaram aumento, com destaque para o flocão de milho (15,64%), cenoura (8,38%), feijão (7,72%), queijo prato (6,98%), carne de sertão (6,57%) e batata inglesa (6,49%).
Segundo o economista da SEI, Denilson Lima, fatores como as condições climáticas, o encerramento de ciclos produtivos e o comportamento da demanda influenciaram o resultado registrado em junho.
De acordo com o especialista, a queda nos preços da linguiça calabresa e da maçã foi provocada pela redução sazonal da demanda interna e pelo elevado volume de estoques. Já a alta do flocão de milho e da cenoura está relacionada ao cenário internacional dos grãos, ao aumento das exportações e aos impactos das condições climáticas sobre a produção agrícola.
O levantamento também mostra que o conjunto de alimentos tradicionalmente consumidos no almoço dos soteropolitanos — composto por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola — apresentou redução de 0,53%, representando 38,58% do valor total da cesta.
Já os produtos normalmente consumidos no café da manhã, como café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, registraram queda de 1,19%, respondendo por 31,81% do custo da cesta.
Ainda conforme a SEI, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 95 horas e 37 minutos de trabalho para adquirir uma cesta básica em junho, comprometendo 43,47% do rendimento líquido de um salário mínimo de R$ 1.499,43, já descontada a contribuição previdenciária.