A cabo da Polícia Militar da Bahia (PMBA) Celeste Martins Oliveira do Nascimento foi morta a tiros na tarde de sexta-feira (3), dentro do apartamento onde morava com o marido, no bairro do Barbalho, em Salvador. O principal suspeito é o cabo João Marcelo Araújo Hermano, também policial militar, que se apresentou espontaneamente ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhado de uma advogada, e permanece à disposição da Justiça. Além da relação conjugal, os dois atuavam no mesmo setor de inteligência da corporação.
Celeste era lotada na estrutura da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), onde exercia funções na área de inteligência. O marido também integrava o mesmo setor da Polícia Militar.
A policial foi encontrada morta no Edifício Mirabeau Sampaio, no Barbalho. Equipes da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (2ª CIPM) isolaram o local para preservar a cena do crime até a chegada das equipes do DHPP e do Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsáveis pela perícia e remoção do corpo.
Em nota, a SSP-BA classificou o caso como feminicídio, lamentou a morte da policial e informou que a Polícia Civil e o DPT adotam as providências necessárias para esclarecer o crime e responsabilizar o autor. A secretaria também destacou o compromisso no enfrentamento à violência contra a mulher.
A Polícia Militar da Bahia informou que acompanhará o caso e adotará as medidas administrativas cabíveis, paralelamente às investigações conduzidas pelos órgãos competentes. A corporação também manifestou pesar pela morte da cabo e declarou manter o compromisso com "a legalidade, a preservação da vida e a rigorosa apuração dos fatos".
As circunstâncias do assassinato e a motivação do crime seguem sob investigação da Polícia Civil. O enterro de Celeste está previsto para a tarde deste sábado (4), no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador.