O policial militar João Marcelo Araújo Hermano, suspeito de matar a esposa a tiros, em Salvador, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após passar por audiência de custódia neste domingo (5).
Hermano foi preso após se apresentar espontaneamente ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhado de uma advogada. Ele é suspeito de matar a cabo da PM Celeste Martins Oliveira do Nascimento, morta a tiros na tarde de sexta-feira (3), no bairro do Barbalho.
Celeste e Hermano trabalhavam na área de inteligência da corporação. A cabo era lotada na estrutura da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), onde desempenhava suas funções.
A policial foi encontrada morta dentro do apartamento em que vivia com o suspeito, no Edifício Mirabeau Sampaio. Equipes da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram mobilizadas para isolar a área e preservar a cena até a chegada dos investigadores.
Profissionais do DHPP e peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizaram os levantamentos no local e providenciaram a remoção do corpo.
Em manifestação oficial, a SSP-BA lamentou a morte da policial, classificou o caso como feminicídio e afirmou que trabalha para esclarecer o episódio. A pasta reiterou ainda o compromisso no enfrentamento à violência de gênero e declarou seu "absoluto repúdio" a toda e qualquer forma de violência contra a mulher.
A Polícia Militar da Bahia também manifestou pesar pela morte da cabo e informou que acompanhará o caso. Segundo a corporação, serão adotadas as medidas administrativas necessárias, enquanto prosseguem as investigações, reafirmando o compromisso com "a legalidade, a preservação da vida e a rigorosa apuração dos fatos".
As circunstâncias e a motivação do crime seguem sob apuração da Polícia Civil.