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Três investigados por latrocínio de motorista de aplicativo são presos durante operação policial
Crime ocorreu em outubro de 2025, na BA-535; vítima foi assaltada, levada para uma área de mata e morta após transferências bancárias
07/07/2026 11h51
Por: Anderson Almeida Fonte: Ascom / 18ª DT Camaçari
Divulgação / Ascom 18ª DT Camaçari

A Polícia Civil, por meio da 18ª Delegacia Territorial (DT) de Camaçari, com apoio da Rondesp RMS, cumpriu nesta terça-feira (07) três mandados de prisão contra homens investigados pelo latrocínio de um motorista de aplicativo de 36 anos. A ação faz parte da terceira fase da Operação Ultimum Iter e teve como alvo suspeitos de 21, 23 e 25 anos.

O crime ocorreu em 8 de outubro de 2025, nas proximidades da Rodovia BA-535, mais conhecida como Via Parafuso, em Camaçari. Conforme as investigações, a vítima foi acionada por meio de um aplicativo de transporte para realizar uma corrida. Durante o percurso, os passageiros anunciaram o assalto, roubaram o veículo e efetuaram disparos de arma de fogo. O motorista chegou a ser socorrido e passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a apuração da 18ª DT, as investigações avançaram após a identificação do usuário responsável pela solicitação da corrida na plataforma de transporte. Durante interrogatório, um dos investigados forneceu informações que permitiram aos policiais identificar a participação dos demais envolvidos no crime.

Divulgação / Ascom 18ª DT Camaçari

As investigações apontam que um dos suspeitos teria anunciado o assalto utilizando uma arma de fogo, enquanto os outros dois participaram das agressões contra a vítima. Após realizarem transferências bancárias com valores da vítima, o grupo decidiu matá-la para impedir que ela alterasse as senhas das contas utilizadas nas transações. O motorista foi levado para uma área de mata, onde foi agredido e atingido por disparos de arma de fogo.

Ainda de acordo com a investigação, após o homicídio, os suspeitos esconderam o veículo da vítima, retiraram o rastreador do automóvel e adotaram medidas para dificultar a identificação dos autores. Os depoimentos colhidos foram considerados compatíveis com outros elementos de prova, incluindo informações da plataforma de transporte, movimentações financeiras e diligências realizadas pela equipe responsável pelo caso.

Os mandados de prisão foram cumpridos nos bairros de Barro Duro e Ceasa, em Salvador. Os três investigados permanecem à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil dá continuidade às investigações para esclarecer completamente o caso e apurar a possível participação de outras pessoas no crime.