O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira, 7, durante audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, que a entrada em vigor das novas tarifas sobre produtos brasileiros seria "difícil de reverter" e pediu ao governo norte-americano que desista da medida.
Segundo Flávio, a cobrança, que pode elevar as tarifas sobre alguns produtos brasileiros em até 37,5%, prejudicaria tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e ocorreria "no pior momento possível".
"Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter, premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências, seria o pior momento possível para agir", afirmou.
Minutos antes da audiência, o senador, que chegou nos Estados Unidos no último domingo, 5, publicou uma mensagem nas redes sociais dizendo que permaneceria no país "mais um dia para defender o Brasil” das sobretaxas de 25% e 12,5%.
Entenda a audiência
As audiências públicas promovidas pelo USTR começaram na segunda-feira, 6, e são consideradas uma das últimas etapas antes da decisão final sobre a aplicação das tarifas, que podem entrar em vigor neste mês.
A tarifa de 25%, anunciada em 1º de junho, tem como base uma investigação conduzida com fundamento na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.
O governo americano alega que o Brasil adota políticas consideradas "irrazoáveis" e prejudiciais ao comércio norte-americano. Entre os pontos citados está o Pix, apontado pelos EUA como uma ferramenta que afetaria interesses de empresas americanas.
Já a tarifa adicional de 12,5%, anunciada em 2 de junho, decorre da conclusão de que o Brasil integra o grupo de países que, na avaliação do governo americano, falharam no combate à importação e à produção de mercadorias obtidas por meio de trabalho escravo ou forçado.