Geral Trânsito
BR-324 segue parcialmente interditada após novo afundamento
Diagnóstico definitivo da estrutura será concluído até segunda-feira (13), quando o DNIT deve anunciar o prazo para a recuperação e liberação total da rodovia
10/07/2026 21h53 Atualizada há 2 meses atrás
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Crédito: Divulgação PRF

Motoristas que trafegam pela BR-324 devem continuar enfrentando lentidão no trecho do km 604, em Simões Filho. A rodovia permanece parcialmente interditada nesta sexta-feira (10) após o surgimento de um novo afundamento no pavimento, e ainda não há prazo definitivo para a liberação total da pista.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), no sentido Feira de Santana a pista segue totalmente interditada no trecho afetado, com o tráfego sendo desviado para a via lateral. Já no sentido Salvador, permanece interditada a faixa da esquerda, enquanto o fluxo de veículos ocorre apenas pela faixa da direita. O congestionamento chegou a cerca de quatro quilômetros durante a manhã, com tempo médio de aproximadamente 30 minutos para atravessar o local.

Equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da PRF permanecem no trecho realizando monitoramento, sinalização e orientando os motoristas. O aumento do fluxo também tem provocado reflexos no trânsito urbano de Simões Filho, já que muitos condutores passaram a utilizar vias alternativas dentro do município para evitar o congestionamento na rodovia.

Em entrevista concedida nesta sexta-feira (10), o superintendente regional do DNIT na Bahia, Roberto Alcântara, informou que o órgão concluirá até domingo (12) ou, no mais tardar, segunda-feira (13), o diagnóstico técnico da área afetada. Somente após a conclusão dos estudos será possível definir o método de recuperação e divulgar um cronograma oficial para a liberação da pista.

Segundo o superintendente, caso os estudos confirmem o cenário inicialmente previsto, as obras de fechamento definitivo da cratera deverão durar cerca de 72 horas após o início dos serviços, o que permitiria uma liberação ainda na próxima semana. No entanto, ele ressaltou que esse prazo poderá aumentar caso sejam identificados novos problemas estruturais durante as escavações.

De acordo com Roberto Alcântara, a principal hipótese é que uma infiltração subterrânea esteja provocando o carreamento do solo sob o pavimento. Apesar da existência de um antigo bueiro no local, com mais de 30 anos de construção, o DNIT afirma que, até o momento, a água responsável pela instabilidade não parece estar vindo dessa estrutura. Técnicos realizam ensaios geotécnicos e tomografias do subsolo para identificar a origem da infiltração e dimensionar a extensão dos danos antes do início da recuperação definitiva.

O órgão avalia utilizar técnicas como a injeção de cimento no subsolo para estabilizar a estrutura, desde que os exames não apontem grandes vazios sob a pista. Inicialmente, a estimativa é utilizar cerca de duas mil toneladas de material para recompor o trecho afetado. Caso seja necessária uma escavação mais profunda, o volume poderá chegar a quatro mil toneladas, o que também ampliaria o tempo necessário para conclusão das obras.

O problema no km 604 começou na última terça-feira (7), quando inspeções identificaram trincas e afundamento no pavimento provocados pelo rompimento de um antigo sistema de drenagem localizado sob a rodovia. A falha estrutural ocasionou a erosão da camada de suporte do asfalto e levou à interdição do trecho por questões de segurança.

Após dois dias de intervenções emergenciais, o sentido Feira de Santana chegou a ser liberado na tarde de quarta-feira (8). Entretanto, poucas horas depois, na manhã de quinta-feira (9), um novo recalque no pavimento provocou o surgimento de outra cratera, obrigando a PRF e o DNIT a interditarem novamente o trecho. Segundo o departamento, a nova ocorrência demonstrou que o subleito da rodovia continuava instável, tornando inviável a liberação total da pista antes da conclusão dos estudos técnicos.

Enquanto os trabalhos prosseguem, o DNIT orienta que os motoristas redobrem a atenção ao trafegar pela região, respeitem toda a sinalização implantada e, sempre que possível, planejem os deslocamentos considerando o aumento do tempo de viagem causado pelas intervenções.