Mata de São João Eleições
Pré-candidata Lorena Raquelo defende implementação de leis para ampliar acesso a medicamentos na Bahia
Especialista em Direito da Saúde afirma que o principal desafio é tirar do papel a legislação já existente e fortalecer a fiscalização das políticas públicas voltadas aos pacientes
14/07/2026 14h33
Por: Anderson Almeida Fonte: Mais Região
Keila Abreu / Mais Região

A advogada especializada em Direito da Saúde e pré-candidata a deputada estadual Lorena Raquelo participou, na manhã desta terça-feira (14), do programa É do Povo, transmitido pela Rádio Sauípe FM (102,9). Durante a entrevista, ela defendeu que a prioridade do poder público deve ser a implementação das leis já existentes, especialmente as voltadas ao acesso da população aos medicamentos e demais direitos na área da saúde.

Segundo Lorena, mais do que criar novas leis, é necessário garantir que a legislação em vigor seja efetivamente aplicada. “Meu projeto é implementar o que já existe, que já está perfeito, mas que precisa sair do papel. Então assim, vou ficar lutando, claro que eu tenho um projeto de reciclagem, projeto de saneamento básico, projeto de mobilidade, todo mundo tem projetos, mas vamos focar nos projetos que já existem e colocar pra funcionar, ele tem que sair do papel.”

Na sequência, a advogada destacou que cabe aos representantes do poder público assegurar o cumprimento das normas aprovadas. “O Poder Público está aí pra isso, o Deputado Federal, o Estadual, o Governador, o Senado, as duas câmaras do Congresso tá pra isso, pra fazer valer essas leis, que o povo precisa do direito. Adianta criar lei e ela não sair do papel? Não adianta”, afirmou.

Ao comentar sobre o acesso a medicamentos de alto custo, Lorena avaliou que um dos principais entraves está na gestão pública e na fiscalização das políticas existentes. “Como eu falo assim da questão dos medicamentos, eu acho que é o acesso, porque o medicamento é o que vai tratar a saúde, né, o que vai te devolver a saúde. Então assim, a questão do medicamento, a questão desse acesso, eu acho que sim, realmente é um pouquinho assim, de falta de gestão, entende. Eu acho que as leis já estão aí, nós temos duas leis maravilhosas pra dar acesso a esse medicamento e a tantos outros, mas ali falta uma fiscalização, uma implementação da lei.”

Durante a entrevista, ela afirmou que sua proposta é trabalhar pela efetivação da legislação já existente, em vez de apresentar novos projetos sobre o tema. “Porque se você me perguntar qual o seu projeto hoje de lei pra medicamento, eu vou dizer nenhum projeto, eu vou dizer que já tem leis, nós vamos implementar, nós vamos efetivar e fazer valer essas leis, porque elas já estão ali. Então o que é que falta agora? É implementar pra que a população tenha acesso àquele medicamento, que chegue de uma forma mais rápida, que a população não precise sofrer tanto.”

Lorena também defendeu a modernização da gestão por meio da digitalização do controle de entrega dos medicamentos aos pacientes. “Que seja catalogado digitalmente, que o senhor Pedro vai precisar daquele medicamento, que não pode faltar naquele momento, que a dona Maria vai precisar daquele canabidiol, que está lá digitalizado, que ela vai pegar tal dia. Então assim, essa gestão, essa questão de fiscalização, eu acho que o ponto chave também tem a lei, implementou, fiscaliza. Eu acho que não tem mais problema”, concluiu.