O homem investigado pelo assassinato de Márcia Conceição de Almeida foi preso pela Polícia Civil da Bahia durante uma ação integrada com a Polícia Civil de São Paulo. A captura ocorreu após equipes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC) identificarem o paradeiro do suspeito enquanto investigavam uma organização criminosa com atuação na Bahia.
Segundo a Polícia Civil, o investigado, Osvaldo Santos de Aragão, estava escondido na cidade de Araras, no interior de São Paulo. Após a confirmação da localização, as informações foram compartilhadas com a Polícia Civil paulista, que cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal, do Júri, de Execuções Penais e Infância e Juventude da Comarca de Mata de São João.
Ao Mais Região, o delegado titular da 2ª Delegacia Territorial de Mata de São João/Praia do Forte, Joaquim Pereira, informou que todas as providências relacionadas ao caso foram adotadas pela unidade policial. Segundo ele, a instauração do inquérito policial, bem como as representações pelas prisões temporária e preventiva, foram realizadas pela 2ª DT, com os pedidos posteriormente deferidos pela Vara Criminal de Mata de São João. Como o investigado encontrava-se foragido, a prisão foi efetuada no estado de São Paulo.
Osvaldo é apontado como autor do feminicídio de Márcia Conceição de Almeida, encontrada morta no dia 10 de outubro de 2025, (foto abaixo) às margens da BA-099 (Linha Verde), na região do Mirante, entre Praia do Forte e Imbassaí. O corpo da vítima foi localizado sem roupas e com ferimentos na cabeça provocados por disparos de arma de fogo.
O caso causou grande repercussão em Mata de São João e em toda a região. Dias após o crime, a vítima foi identificada e familiares passaram a cobrar celeridade nas investigações. Na ocasião, uma irmã de Márcia afirmou, em entrevista à TV Aratu, que Osvaldo era o principal suspeito do assassinato. Segundo ela, a vítima mantinha um relacionamento extraconjugal com o investigado.
Márcia era casada com um idoso cadeirante e deixou um filho de cinco anos. As circunstâncias e a motivação do crime seguem sendo apuradas pela Polícia Civil.
A corporação destacou que a captura foi possível graças ao trabalho de inteligência e à integração entre as polícias civis da Bahia e de São Paulo. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do feminicídio e concluir o inquérito policial.