A nova promessa de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para Camaçari voltou a acirrar o debate político na cidade. Após o ex-governador Rui Costa (PT) anunciar, na última sexta-feira (24), durante a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP), que pretende levar o modal para Camaçari e Dias d'Ávila, a oposição resgatou um vídeo gravado em 2018 no qual o atual prefeito Luiz Caetano (PT), então candidato a deputado federal, afirmava que o projeto já havia recebido autorização para o início dos estudos.
Na gravação, que voltou a circular nas redes sociais, Caetano declara que "o governador Rui Costa nos comunicou oficialmente que autorizou fazer os estudos para trazer o VLT para Camaçari, saindo do aeroporto, percorrendo a orla de Camaçari, entrando pela Cascalheira, chegando até a cidade e indo até a Ford". Em seguida, Rui Costa aparece afirmando que o Estado priorizava uma Parceria Público-Privada (PPP) para viabilizar o empreendimento, detalhando que o traçado sairia do Aeroporto de Salvador, passaria pela orla, Cascalheira e seguiria até o complexo da antiga Ford. O projeto, entretanto, nunca saiu do papel.
Entre os principais nomes da oposição que passaram a explorar o tema estão o vereador Jamesson (PL) e o pré-candidato a deputado federal Sandro Filho. Na última semana, Jamesson divulgou o vídeo relembrando as promessas feitas por Caetano e Rui Costa em 2018. Já neste domingo (26), Sandro Filho publicou um novo vídeo ironizando o anúncio do VLT enquanto mostrava ruas esburacadas de Camaçari, questionando a prioridade de um projeto ferroviário diante dos problemas enfrentados diariamente pela população.
O resgate das imagens reforçou as críticas ao grupo político liderado pelo PT. Outro ponto destacado pela oposição é que, diferentemente da promessa feita em 2018, que previa o VLT apenas para Camaçari, o novo anúncio passou a incluir também Dias d'Ávila. A mudança ampliou a repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a viabilidade do projeto, que volta ao centro das discussões políticas oito anos depois de ter sido apresentado pela primeira vez.