Olá amigos do Mais Região! Tudo bem com vocês?
Há uma frase que, por muitos anos, foi considerada um elogio: "Como ele é bonzinho, ajuda muito em casa." Mas, pensando bem, ajudar significa colaborar com uma responsabilidade que é de outra pessoa. E quando falamos da criação dos filhos, essa lógica simplesmente não faz sentido.
Pai não ajuda. Pai educa; acorda de madrugada; participa da reunião da escola; troca fralda; prepara o jantar; acompanha o dever de casa; consola no choro; e comemora cada conquista junto da mãe ou do outro pai.Não porque está fazendo um favor, mas porque essa responsabilidade também é do pai.
Durante muito tempo, a sociedade ensinou que o pai era o provedor e a mãe era a cuidadora. Felizmente, esse modelo vem sendo substituído por outro muito mais justo: o da CORRESPONSABILIDADE.Compartilhar não significa dividir exatamente cinquenta por cento das tarefas. Significa reconhecer que ambos são igualmente responsáveis pela construção da família. Cada um contribui conforme sua realidade, mas nenhum deles pode ser apenas um "ajudante".
Os filhos não aprendem apenas com aquilo que dizemos. Aprendem, sobretudo, com aquilo que fazemos. Quando uma criança cresce vendo o pai lavar uma louça sem esperar aplausos, preparar uma lancheira, participar das decisões da escola, cuidar quando há uma febre ou simplesmente estar presente, ela entende que respeito, parceria e igualdade não são discursos. São ATITUDES. Neste Dia dos Pais, talvez a melhor homenagem não seja exaltar o pai que "ajuda" e sim reconhecer o pai que compreendeu que amar também é assumir responsabilidades. A presença transforma e o exemplo educa.
A verdadeira paternidade não se mede pelos presentes que se compra em agosto, mas pelo compromisso que se demonstra todos os dias do ano.FELIZ DIA DOS PAIS a todos aqueles que entenderam que cuidar nunca foi uma ajuda e sim parte da missão de ser pai.
Até o próximo mês, pessoal!