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Morre Laura Cardoso aos 98 anos; atriz deixa legado de décadas na dramaturgia brasileira
Artista iniciou a carreira aos 15 anos e construiu uma trajetória de mais de seis décadas no teatro, cinema e televisão
18/08/2026 07h27 Atualizada há 2 meses atrás
Por: Anderson Almeida Fonte: G1
Reprodução / Redes Sociais

Morreu, aos 98 anos, a atriz Laura Cardoso, uma das principais referências da dramaturgia brasileira. A morte foi comunicada na madrugada desta terça-feira (18), por meio do perfil oficial da artista no Instagram. Laura estava em sua residência, no bairro de Sumaré, na Zona Oeste de São Paulo.

“Nossa grande estrela se despediu de nós 🌟❤️ Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”, diz a publicação.

Segundo Fátima Cardoso, filha da atriz, Laura passou mal em casa por volta das 23h20 desta segunda-feira (17). A artista deixa duas filhas, netas e um bisneto. O velório será realizado nesta terça-feira, das 8h às 14h, no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo.

Nascida Laurinda de Jesus Balleroni, em 1927, Laura Cardoso começou a atuar aos 15 anos. A estreia na televisão ocorreu em 1952, aos 25 anos, na novela “Tribunal do Coração”, da TV Tupi. Ao longo da carreira, participou de mais de 60 novelas e se tornou uma das atrizes com maior número de trabalhos na televisão brasileira. Seu último trabalho na TV foi em “A Dona do Pedaço”, em 2019. No cinema, participou de “Dona Rosinha”, lançado em 2025.

Na TV Globo, Laura estreou em 1981, na novela “Brilhante”, a convite do diretor Daniel Filho. Dois anos depois, foi contratada pela emissora e integrou o elenco de “Pão Pão, Beijo Beijo”. Entre seus personagens mais marcantes estão Dona Isaura, mãe das gêmeas Ruth e Raquel, em “Mulheres de Areia” (1993), e Dona Guiomar, de “A Viagem” (1994), papel que se tornou um dos mais lembrados de sua carreira. Ao longo de décadas, recebeu diversas premiações, entre elas cinco troféus da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), o prêmio Oscarito, do Festival de Gramado, e a Ordem do Mérito Cultural, concedida em 2006 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A morte de Laura Cardoso provocou uma onda de homenagens nas redes sociais. Amigos e colegas de profissão destacaram a importância da atriz para a cultura brasileira. Miguel Falabella, que trabalhou com Laura em diferentes produções, publicou uma mensagem de despedida. “Eu a conheci na virada dos anos 80 e, desde então, tive com ela uma amizade linda, divertida e respeitosa. Fizemos teatro, televisão, muita festa e exercitamos juntos a implantação de um ambiente solar no trabalho. Laura era gigante, compulsiva e tinha um talento que não cabia em seu corpo pequeno. Para mim, era sempre um privilegio estar com ela e assisti-la debruçar-se sobre algumas personagens, te amo, Laura! Muito mesmo! Até um dia!”