O candidato a deputado estadual Tagner Cerqueira (PT) elevou o tom ao criticar o transporte público na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e cobrar providências das empresas que operam o sistema. Durante entrevista ao programa É do Povo, transmitido pela Rádio Sauípe FM (102,9), o petista afirmou receber inúmeras reclamações de passageiros e defendeu a realização de uma audiência pública para discutir os problemas enfrentados diariamente pelos usuários.
Tagner citou as empresas Avanço Transportes, Expresso Vitória e Expresso Metropolitano e afirmou que pretende colocar o setor no centro do debate político. “Não podemos aceitar o descaso da empresa Avanço, Vitória e Metropolitana. Eu recebo inúmeras reclamações, então a gente vai fazer um grande debate, uma grande audiência pública”, declarou. A fala ganha peso político porque Tagner integra o mesmo partido do governador Jerônimo Rodrigues, enquanto o transporte metropolitano está inserido na estrutura estadual de regulação e fiscalização.
Na avaliação do candidato, a discussão precisa envolver órgãos públicos, empresas, trabalhadores e usuários. “Botar a Agerba, botar a promotora, doutora, acho que é a Hortência, o terror, que ela joga pesado, todo mundo tem medo dela, se pela”, afirmou. Em seguida, mencionou o Copom: “Botar numa mesa, botar o Copom, existe dentro da promotoria o Copom, que é um grande conselho para organizar e enfrentar o problema.” Tagner também reconheceu que o sistema apresenta dificuldades e classificou o transporte metropolitano como deficitário.
“Eu não vou dizer aqui que não tem, tem problema sim, é deficitário a questão do transporte metropolitano, por isso que a gente precisa de ter um deputado para brigar com essas causas”, disse. O petista questionou ainda a falta de atenção política ao problema e afirmou que as reclamações chegam diretamente até ele. “Quem é que fala isso na Assembleia? Os deputados nem estão sabendo desse problema, eu sei, que eu sou vereador daqui eu escuto esse problema.”
O tom mais duro veio quando Tagner fez uma acusação sobre o setor. “Então a gente vai brigar e vamos botar o dedo nessa ferida. Há um cartel muito grande, há um negócio ali muito escondido e a gente vai botar o cartel”, afirmou. A declaração representa uma acusação feita pelo candidato durante a entrevista e não uma constatação de irregularidade já comprovada. A Agerba possui atribuições legais relacionadas à organização, fiscalização e regulação dos serviços de transporte rodoviário, incluindo o subsistema metropolitano.
Ao defender uma audiência pública, Tagner afirmou que pretende colocar os usuários no centro da discussão e citou a rotina de quem depende dos ônibus para chegar a Salvador. “É audiência pública, é botar o povo na mesa, é expor as empresas, é levar lá o trabalhador, levar o pessoal que vai lá para a Estação Mussurunga, que sai de casa cedo, que pega o ônibus apertado.” O candidato concluiu afirmando que pretende enfrentar o problema caso seja eleito e destacou que as dificuldades atingem diversos municípios: “Eu estou doido para entrar nessa confusão, nessa briga aqui, para a gente tentar, não estou dando aqui a solução do problema, mas a gente vai ter que apresentar uma saída para esse problema do transporte metropolitano, que bate em Mata, bate em Dias d’Ávila, bate em Simões Filho, Candeias e toda a nossa região”, concluiu.