O sistema Pix apresentou instabilidade na manhã deste domingo (23), afetando transferências e pagamentos realizados por usuários de diferentes instituições financeiras. Os primeiros relatos de falhas surgiram por volta das 6h30, e a situação começou a ser normalizada após as 9h, segundo informações divulgadas por veículos que acompanharam o funcionamento da plataforma.
A plataforma Downdetector, utilizada para monitorar falhas em serviços digitais, registrou aumento expressivo nas notificações ao longo da manhã. O pico ocorreu às 8h17, quando foram contabilizados mais de 2,4 mil relatos de problemas relacionados ao Pix. Levantamentos publicados por diferentes veículos apontaram números entre 2,4 mil e 2,5 mil notificações no período de maior concentração das reclamações.
Usuários de diferentes bancos relataram dificuldades para concluir operações, incluindo clientes de Itaú, Bradesco, Nubank, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Santander, Inter e C6 Bank. O Itaú confirmou a ocorrência de uma intermitência em sua plataforma e orientou os clientes a verificar o extrato antes de realizar uma nova tentativa, para evitar a duplicidade de transações.
Até o momento das publicações consultadas, o Banco Central, responsável pela infraestrutura do Pix, ainda não havia apresentado uma explicação sobre a origem da instabilidade. Com a redução dos relatos no Downdetector, usuários passaram a informar que as operações estavam sendo restabelecidas, e o funcionamento do sistema começou a se normalizar por volta das 9h.
A instabilidade ocorre em um sistema que se tornou uma das principais infraestruturas digitais de pagamentos do país. Dados do Banco Central divulgados em agosto mostram que o Pix movimentou mais de R$ 35 trilhões em 2025, distribuídos em quase 80 bilhões de transações. No mesmo período, 148 milhões de pessoas físicas e 12,8 milhões de empresas realizaram ou receberam ao menos uma operação pelo sistema.
O volume de operações cresceu 25,7% em relação a 2024, enquanto o valor financeiro movimentado avançou 33,8%. Os números integram a segunda edição do Relatório de Gestão do Pix, divulgado pelo Banco Central em 10 de agosto de 2026.