Política em Foco Luto
Morre aos 88 anos Manoel Dias, ex-ministro do Trabalho e fundador do PDT
Político catarinense morreu no sábado (22), em Florianópolis, após enfrentar complicações de saúde relacionadas a um AVC sofrido em 2025
23/08/2026 13h52
Por: Luana Velloso Fonte: G1
Foto: Rodolfo Espínola/Alesc/Divulgação

O ex-ministro do Trabalho e Emprego e um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Manoel Dias, morreu na noite de sábado (22), aos 88 anos, em Florianópolis, Santa Catarina. O político estava hospitalizado após o agravamento do quadro de saúde, relacionado a um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em 2025. A causa da morte não foi divulgada. A informação foi confirmada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e pelo PDT.

O velório será realizado nesta segunda-feira (24), das 10h às 15h, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis, conforme informou o g1.

Advogado, Manoel Dias nasceu em Içara, no Sul de Santa Catarina, e iniciou a trajetória na vida pública em 1962, quando foi eleito vereador do município pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em 1966, foi eleito deputado estadual pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido cuja organização ajudou a construir em Santa Catarina. Exerceu mandato na 6ª Legislatura da Alesc, entre 1967 e 1971, e participou da Assembleia Constituinte estadual de 1967.

Durante a ditadura militar, teve o mandato cassado em dois momentos. Em 1964, permaneceu preso por 11 meses e, em 1969, teve os direitos políticos suspensos por dez anos, após a edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5), segundo informações da Alesc.

Em 1980, Manoel Dias participou da fundação do PDT ao lado de Leonel Brizola e outras lideranças trabalhistas. Ao longo da trajetória na legenda, presidiu o partido em Santa Catarina e, mais recentemente, ocupava a Secretaria-Geral nacional da sigla, além de presidir a Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP).

No governo da então presidente Dilma Rousseff, assumiu o Ministério do Trabalho e Emprego em 2013, permanecendo no cargo até 2 de outubro de 2015.

Em nota, o PDT e a Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini lamentaram a morte do político e destacaram sua trajetória ligada ao trabalhismo, à democracia e à defesa dos trabalhadores. Segundo as entidades, Manoel Dias deixou uma trajetória marcada pela atuação política e pela participação na construção e manutenção do projeto trabalhista no país.

Manoel Dias deixa a esposa, dois filhos, noras e netos.