A Prefeitura de Pojuca lançou nesta terça-feira (25), na Praça ACM, o Programa Casa Nova, nova iniciativa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social voltada à reconstrução de moradias que apresentam problemas estruturais ou não oferecem condições adequadas de segurança às famílias. O programa prevê a reconstrução de 50 moradias e terá como etapa inicial a substituição de 27 unidades habitacionais por novas casas populares.
A iniciativa foi estruturada para atender famílias em situação de vulnerabilidade social que vivem em imóveis cujas condições não permitem soluções por meio de reformas. O Casa Nova passa a alcançar situações que não se enquadram nas modalidades já existentes, como o Residir Bem e o Fim da Taipa, com a substituição das antigas estruturas por novas unidades habitacionais. A contratação para a execução da primeira etapa, que contempla 27 moradias, está estimada em R$ 2,43 milhões.
O prefeito Luizinho Trinchão ressaltou que a ampliação das ações sociais e habitacionais está diretamente relacionada à capacidade de investimento do município e afirmou que o Casa Nova será desenvolvido de forma contínua. “A gente gostaria de ter um orçamento maior para fazer muito mais casas. Mas é um programa contínuo. A gente tem feito casa em Taipa, Residir Bem, Peixe na Mesa e agora, no final do ano, vem também CNH gratuita. O Social sempre trabalhando pelo povo. Quanto mais orçamento tiver, mais casa nós vamos construir”, declarou.
A secretária municipal de Desenvolvimento Social, Carolina Menezes, explicou que o atendimento será direcionado a famílias em situação de vulnerabilidade social e habitacional, observando critérios como inscrição no Cadastro Único, recebimento do Bolsa Família e a situação de moradia. “Os critérios são para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social e de moradia, que têm o Cadastro Único, beneficiários do Bolsa Família. Nós temos agora o programa Casa Nova, o Residir Bem, o Fim da Taipa e também o acesso ao Minha Casa, Minha Vida”, afirmou.
Carolina Menezes destacou ainda que a política habitacional do município reúne diferentes modalidades de atendimento e envolve iniciativas municipais e parcerias com os governos federal e estadual. Segundo ela, estão previstas novas entregas de unidades habitacionais por meio do Minha Casa, Minha Vida, com 50 casas vinculadas ao Governo Federal e outras 50 ao Governo do Estado.
“Em breve, também iremos entregar mais 50 casas do Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, e mais 50 do Governo do Estado. Isso representa uma política de assistência social que visa à dignidade de moradia e à melhoria das condições de vida das pessoas, porque a assistência social de Pojuca não faz assistencialismo, faz política social”, enfatizou.
Dona Maria de Lourdes, de 60 anos, moradora da Rua do Fogo, no bairro do Retiro, foi escolhida como a primeira beneficiada pelo Programa Casa Nova. A residência onde vive há mais de três décadas apresentou problemas estruturais ao longo dos anos e, em 2024, grandes rachaduras tornaram o imóvel inadequado para moradia. “Meu irmão me convidou para Pojuca há 33 anos. A casa que escolhi para morar, ao longo dos anos, foi enfrentando problemas em sua estrutura, até que, em 2024, abriu grandes rachaduras e não foi mais possível morar nela. Com a ajuda da Guarda Municipal, me encaminharam para me inscrever no CRAS para o Programa Casa Nova. Estou muito feliz, muito feliz mesmo. É uma conquista para mim ter sido escolhida como a primeira para receber a casa e sei que este programa vai ajudar muita gente”, relatou Maria de Lourdes.
Ainda durante o lançamento, o prefeito Luizinho Trinchão afirmou que a gestão pretende manter a ampliação das ações voltadas à população. “O povo de Pojuca pode sempre aguardar um passo a mais. Aguarde coisas boas dessa administração, dessa gestão, porque a gente foi eleito por vocês e estamos aqui para trabalhar por vocês”, declarou.
O Programa Casa Nova passa a integrar a política habitacional de Pojuca com foco em famílias que vivem em imóveis sem condições adequadas de recuperação. A primeira etapa, com 27 unidades habitacionais, representa o início da execução da iniciativa, que deverá avançar conforme a disponibilidade de recursos e a identificação de novas demandas.